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Ambulat�rio exp�e fragilidade da sa�de

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ANAMARIA SANTIAGO Repórter Revolta. A palavra resume o sentimento de quem precisou de atendimento médico nos cinco ambulatórios 24 horas da rede estadual de saúde nos últimos 15 dias. Fechadas por determinação do Conselho Regional de Medicina (CRM), as unidades [antigos miniprontos-socorros] eram, até então, a opção da população de bairros pobres de Maceió para ter acesso à saúde. Com a medida, o conselho denunciava o que considera absoluta falta de condições de trabalho. Sem os ambulatórios, o jeito foi recorrer à combalidade e superlotada Coordenadoria de Emergência Armando Lages (Coemal). ### Unidades deveriam desafogar Coemal Quando os casos de emergência chegam aos ambulatórios do Estado, a equipe médica faz os primeiros atendimentos, estabiliza o paciente e, em situações mais graves que precisam de um especialista, como ortopedista, por exemplo, são encaminhados para a Coemal. Todos os ambulatórios 24 horas seguem um padrão no que diz respeito à estrutura de atendimento oferecida à população. São dois clínicos gerais e dois pediatras em cada plantão de 12 horas, além da equipe de enfermeiros, auxiliares e apoio. ### Sobram usuários e faltam médicos No Ambulatório João Fireman, no carente bairro do Jacintinho, um dos mais populosos de Maceió, os 23 médicos e mais 249 funcionários precisam dar conta de cerca de 300 atendimentos por dia. O prédio é antigo e a última grande reforma foi em 2001 quando o espaço foi adequado para o atendimento exclusivo de urgência e emergência. Recentemente, houve reparos que resolveram problemas de infiltração, mofo e sujeira nas paredes. No dia-a-dia, a maioria dos casos enfrentados pela equipe médica é de viroses. ///

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