Cidades
Falcatruas atrasam sonho de estabilidade
| Davi Soares Repórter Maragogi ? O sonho da estabilidade no emprego de alguns alagoanos tem sido adiado durante cerca de três anos por causa de processos judiciais que apuram irregularidades em concursos públicos na região Norte do Estado. Os concursos realizados em 2004 e 2007, em Porto Calvo, envolvem demissão em massa de concursados, denúncias de abuso de poder e de perseguição política. Nos dois concursos de 2004 em Japaratinga houve denúncia de contratação de empresa do ramo comercial de confecções para realização dos certames nos quais foram aprovadas duas filhas e um genro do então prefeito José Aderson Rodrigues, além de seis filhas da então vereadora governista Cícera Trindade. ### Discordou de pintura e perdeu o cargo Maragogi ? Lúcia Maria da Silva Santos, 49, trabalhava como agente do Programa de Saúde da Família (PSF) na Prefeitura de Porto Calvo e foi aprovada no concurso de 2004. Seu termo de posse é de outubro daquele ano. Ela não foi demitida juntamente com os 138 servidores concursados, em janeiro de 2005, mas alega que sofreu um duro golpe do próprio compadre em setembro de 2006. Lúcia e sua família acusam o prefeito de demitir a servidora porque ela não permitiu a pintura do logotipo do candidato apoiado por Carlos Eurico, o ?Kaíka? [prefeito de Porto Calvo] na fachada de sua casa. ### Ação popular barra concurso na cidade de Japaratinga Maragogi - Em seus primeiros dias de administração o prefeito Bruno Loureiro (Japaratinga) atendeu a decisão judicial de suspender a nomeação dos servidores aprovados através do concurso público realizado em fevereiro de 2004 para diversos cargos na prefeitura. Nesse caso, além do surgimento de duas filhas, um genro e de duas sobrinhas do então prefeito, José Aderson Rodrigues, nos primeiros lugares da lista de aprovados, a empresa que realizou o concurso não possuía atividade econômica compatível com a finalidade de elaborar e coordenar um concurso público. ///