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Grampos tiram sono de parlamentares

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Patrycia Monteiro Repórter Navalha, Sanguessuga, Furacão, Xeque-Mate, Anaconda, Guabiru... Quando relembramos as últimas operações da Polícia Federal (PF) no País, logo vêm à tona os nomes peculiares que cada uma delas ganhou e a importância do grampo telefônico como instrumento de apoio às investigações. Pelas interceptações dos telefones, a PF tem conseguido desmontar algumas quadrilhas do crime organizado e até do colarinho branco. E como alguns representantes do Poder Legislativo têm se visto encrencados com o teor de suas conversas suspeitas divulgadas na imprensa, é crescente a movimentação no Congresso em torno alterações na chamada Lei do Grampo, em vigor no Brasil desde 1996. ### Escutas dão suporte a investigações Em Alagoas, autoridades também discutem idéias sobre o aperfeiçoamento do grampo telefônico como ferramenta complementar nos processos de investigação criminal. Mas, em um aspecto há uma unanimidade: seu uso é vital e não deve ser extinto. Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da seccional Alagoas, Omar Coelho, o monitoramento de ligações telefônicas devidamente autorizado pela Justiça é um instrumento de suma importância na elucidação de ações criminosas. ### Magistrado condena uso excessivo de escuta Para o juiz, seus colegas só deveriam permitir a quebra de sigilo telefônico nas situações em que os policiais apresentassem fortes indícios contra os suspeitos Para o juiz da 4ª Vara Criminal, Hélder Loureiro, o uso do grampo telefônico só é procedente quando o interesse público se sobrepõe ao individual. Mas, a adotação da ferramenta de investigação só deve ser autorizada após a eliminação de todas as possibilidades. ?A meu ver há uma certa banalização das escutas telefônicas. Na minha opinião os juízes deveriam frear a volúpia persecutória, impedindo que a exceção se torne regra?, afirma. ///

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