Cidades
Greve dos m�dicos suspende atendimento a 45 mil fam�lias
Estão suspensos até amanhã os serviços de atendimento médico e as visitas domiciliares feitas pelos médicos do Programa Saúde da Família (PSF), em Maceió, em função da greve decretada por um período de três dias. São 57 equipes distribuídas nos bairros da Capital, que dão cobertura a uma população de 45.600 famílias, o equivalente a cerca de 200 mil pessoas. Cada equipe, composta por médico, enfermeiro e agente comunitário de saúde, oferece assistência a 800 famílias, ou o correspondente a 3.500 pessoas, cujas principais ações visam à promoção da saúde da comunidade. Segundo informações da coordenadora do PSF, na Secretaria Municipal de Saúde, Josefa Silvana de Almeida, só os médicos aderiram à paralisação, mas a greve seria parcial na maior parte das unidades de saúde. Em outras, principalmente onde houve piquete do Sindicato dos Médicos, a paralisação foi total. ?Orientamos aos diretores das unidades mistas e do PSF que informassem à população para retornar após a retomada das atividades, no caso de consultas ou outros procedimentos afins?, explicou Josefa. Atividades como vacinação e nebulização continuam sendo feitas normalmente, por dispensar a presença médica. Sobre a falta de medicamentos para atender às famílias do PSF, a coordenadora municipal do programa diz não acreditar que o problema seja resolvido de imediato, pelas dificuldades de aquisição dos produtos. ?Além da falta de recursos, enfrentamos problemas como a demora nos processos de licitação e atrasos na distribuição dos medicamentos?, esclarece. Categoria não aceita reajuste salarial proposto pela Prefeitura No primeiro dia de greve dos médicos do Programa Saúde da Família (PSF), eles se posicionaram com faixas de protestos em frente à sede da prefeitura, até serem recebidos em audiência pela prefeita Kátia Born. Mas a categoria não aceitou a proposta da prefeita de regulamentar, em 20 dias, os reajustes salariais para os profissionais de 30 horas, proposta que seria votada, posteriormente, pela Câmara Municipal. A categoria cobra a implantação do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV), levando-os a receber pelas 40 horas trabalhadas. Hoje, para receber pela jornada de 40 horas, os profissionais têm um acréscimo de 100% aos salários. Eles cobram ainda a equiparação salarial com outros Estados do País, onde os salários são de R$ 4.500,00 e condições de trabalho. ?Estamos trabalhando sem o suprimento de medicamentos e outro problema enfrentado pelas equipes é a falta de referência médica em várias especialidades?, disse o médico Décio Luiz de Souza Melo, um dos integrantes da comissão de mobilização. A falta de referências para tratamento atinge as áreas de cardiologia, otorrinolaringologia, neurocirurgia, dermatologia e oftalmologia. Os médicos também enfrentam dificuldades para internar os pacientes assistidos pelo PSF e chegam a sofrer retaliações quando cobram ou reclamam das dificuldades de se trabalhar no PSF, chegando a ser punidos por isso, segundo informações repassadas pelos organizadores do movimento. Outro problema é a deficiência nas unidades de atendimento, com estruturas físicas inadequadas.