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UTIs do interior poder�o aliviar falta de leitos no HU

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O coordenador do Departamento de Avaliação, Controle e Auditoria da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Deraldo Lima, afirmou ontem que o problema da superlotação na UTI neonatal do Hospital Universitário (HU) só terá solução, quando for encontrada uma saída para superar a falta de leitos nos municípios pólos do Estado. Uma das saídas que a Sesau vem tentando viabilizar, para aliviar a demanda nas maternidades públicas de Maceió, é habilitar a UTI neonatal do Hospital Chama, em Arapiraca, e outra no hospital de Palmeira dos Índios. Segundo Deraldo, o governo está sensível ao problema enfrentado pelo HU, que desde a sexta-feira da semana passada decidiu fechar o atendimento na maternidade para desafogar a UTI neonatal. ?O problema é que a demanda é maior do que o número de leitos que existem nas UTIs Neonatais do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado?, observou, acrescentando que praticamente não existem vagas na UTI neonatal dos hospitais particulares conveniados aos SUS. ?A Santa Casa de Misericórdia, por exemplo, só atende a particulares ou conveniados dos planos de saúde. E no Hospital do Açúcar existem apenas duas vagas na UTI para os pacientes do SUS, que sempre estão lotadas?. Deraldo observa que são apenas oito leitos na UTI neonatal do Hospital Universitário e da Maternidade Santa Mônica. ?Isso é muito pouco para atender a demanda?. Ele ressalta, ainda que o Hospital Universitário viesse a ampliar o número de leitos na UTI neonatal, que isso obrigaria a contratação de mais profissionais entre médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem, e salienta que o problema da falta de leitos não se restringe às UTIs neonatais, mas também aos adultos.

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