Cidades
Estado pode cortar verba para o PSF
Felipe Farias Repórter Prefeitos e secretários municipais de Saúde terão até novembro para exigir que todos os profissionais da estratégia Saúde da Família (nova denominação do PSF) cumpram a carga horária de 40 horas por semana em seus municípios. Caso contrário, o Estado poderá cortar o repasse de sua parcela do custeio do programa. O PSF é mantido pelas três esferas de governo (município, Estado e União) e, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), Alagoas prevê repassar R$ 15 milhões ao ano. ### Programa exige tempo integral de profissionais A carência de profissionais é um problema que o Programa Saúde da Família enfrenta desde que foi instituído, há treze anos. No começo, o único profissional de saúde de nível que integrava as equipes era o enfermeiro. Hoje, a maioria tem médico, dentista, enfermeiro e, algumas, psicólogo. Mas nem sempre em horário integral, como exige a portaria 648 do Ministério da Saúde, de março do ano passado, que definiu as normas da atenção básica em saúde ? a dos atendimentos que a população deve rerceber em sua comunidade e na qual o PSF está inserido. ### Sindicato culpa prefeituras e salários O Sindicato dos Médicos (Sinmed) atribui à remuneração considerada insuficiente a causa da dificuldade para encontrar os profissionais para o PSF. O presidente da entidade, Wellington Galvão, também responsabiliza as próprias prefeituras que, segundo ele, não ofereceriam condições ?dignas? para que os médicos pudessem permanecer nas cidades do interior. ///