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Sem-terra amea�am promover nova onda de saques no Estado

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Os trabalhadores ligados ao Movimento Sem-Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores (MT) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT) ameaçam realizar uma nova onda de saques e bloqueios nas rodovias federais, no próximo mês, caso o governo do Estado não tome nenhuma iniciativa em relação à não-liberação dos custeios da safra de 2002, além da falta de estrutura e de assistência nas áreas de saúde e educação, em grande parte dos assentamentos dos movimentos sociais. Ontem, foi realizada uma reunião na Secretaria de Agricultura do Estado, onde ficou definida uma audiência entre o governador e os movimentos, na próxima segunda-feira às 17h30, no Centro Administrativo, em Jacarecica. Conforme informou o coordenador do MT, Valdemir Agostinho, os movimentos terão o compromisso de entregar ao governador um relatório com a real situação do investimento da safra deste ano em todos os assentamentos. ?Iremos mostrar quantos foram investidos em recursos, e quais os bancos que investiram?, acentuou. Além disso, segundo Agostinho, os movimentos reivindicarão do governo do Estado melhorias na área de saúde e educação e transporte dos assentamentos. Ele explicou que há assentamentos, inclusive do MT, que não têm ambulância, água e energia elétrica, causando revolta a todos que residem na localidade. ?Isso é um desrespeito aos trabalhadores que tanto lutam por seus direitos?, acentuou. Segundo informou Reginaldo Pacheco, coordenador do MST, os bancos alegam a inadimplência dos trabalhadores e não prorrogam as dívidas dos assentados. ?os projetos para custeio da safra 2002 oram recusados, deixando 80% dos assentados sem condições de produzirem?, lamentou Pacheco. Os assessores da superintendência do Banco do Brasil, Vicente Amorim, e do Banco do Nordeste, Saulo Silveira explicaram aos trabalhadores que a negação ao custeio deste ano deve-se à Medida Provisória número 24, a qual não permite um novo empréstimo aos clientes em débito. ?Todos os trabalhadores rurais que pagarem suas dívidas terão novos empréstimos. O que não pode acontecer é passar por cima de uma decisão do governo federal e liberar um financiamento aos inadimplentes?, afirmou.

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