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Sem proposta, Estado tenta acabar greve

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Patrycia Monteiro Repórter A tensão deu a tônica da reunião realizada ontem entre representantes do Movimento Unificado de Greve, formado por 12 categorias profissionais do sistema público de saúde do Estado, e membros da Comissão de Gerenciamento de Crises do governo. O encontro ocorreu à tarde, no Centro Formador de Recursos Humanos, no Centro de Maceió. O mal-estar foi geral por causa da deflagração de greve do movimento na segunda-feira. Apesar de a informação ter sido protocolada e entregue ao Gabinete da Casa Civil do governo, o secretário da Saúde do Estado, André Valente, negou, em entrevista coletiva, realizada também na segunda-feira, que o grupo tivesse suspendido as atividades. A confirmação da greve ontem deixou o governo numa saia justa. ### Secretário ainda se diz surpreso com greve A Secretaria de Saúde do Estado colocou em prática ontem seu chamado ?plano B? para garantir o atendimento à população. Na falta de neurocirurgiões na equipe médica da Coordenadoria de Emergência Armando Lages (Coemal), um especialista do Hospital Sanatório foi colocado à disposição para atender os pacientes transferidos da unidade. Segundo o secretário André Valente, até a tarde de ontem três pacientes que precisaram da assistência de neurocirurgião foram atendidos no Hospital Sanatório ? dois da Coemal e um da Unidade de Emergência do Agreste, localizada em Arapiraca. ### Decreto do governo não ameniza caos | Lelo Macena Repórter A Coordenadoria de Emergência Armando Lages (Coemal) viveu ontem mais um dia de caos. Sem os neorocirurgiões, que pediram demissão, e com apenas 30% dos servidores de nível médio da Saúde, em greve desde ontem, a situação na Coemal ficou ainda mais dramática. Para piorar, o neurocirurgião cedido pela Polícia Militar (PM) encerrou ontem, às 7h, o plantão e não volta mais a trabalhar no local. Quatro dias depois de decretado o estado de emergência na Saúde, pacientes continuam sofrendo em busca de atendimento. ### Familiares de pacientes se revoltam A dona-de-casa Maria Aparecida dos Santos estava indignada. Depois de ter o atendimento da mãe dela negado na Santa Casa de Misericórdia, que encaminhou o caso à Coemal, ela teve que se contentar com um exame superficial feito em sua mãe. ?Não fizeram nenhum exame, apenas olharam e disseram que ela estava bem. Só que o médico da Santa Casa disse que ela precisava fazer um eletrocardiograma urgente?, disse ela. Os dramas da população se sucediam. ### Santa Mônica faz escala especial | Fátima Almeida Repórter O Movimento Unificado dos Servidores da Saúde, que reúne as demais categorias de nível superior, médio e elementar, realizou, ontem, diversas manifestações em unidades de saúde de Maceió, convocando os profissionais a aderirem à greve decretada na última segunda-feira. O calendário de mobilização definido pelo movimento incluiu visitas às unidades de emergência da capital e do interior, hospitais da rede pública, entre eles o Hélvio Auto e o Portugal Ramalho, o hemocentro de Alagoas, ambulatórios e a Maternidade Escola Santa Mônica. ### Unidades do interior ficam superlotadas | Fernando Vinícius Repórter Arapiraca ? Com a paralisação dos médicos e servidores estaduais da Saúde, as unidades de emergência de Delmiro Gouveia e Penedo ficam ainda mais sobrecarregadas. O agravamento do quadro que já faz parte do cotidiano dos pronto-socorros situados em extremos de Alagoas ? o primeiro no Alto Sertão e o segundo no Baixo São Francisco ? revela o descaso para com os hospitais públicos que estão longe demais da capital, pelo menos das decisões do centro do poder. Na unidade mista e emergência Antenor Serpa, construída na década de 1970 para atender a região sertaneja de Alagoas, quase não há médicos aprovados em concurso público. ### Maragogi leva pacientes para o Recife | Severino Carvalho Repórter Maragogi ? Eqüidistante a 125 km de Maceió e do Recife (PE), Maragogi se prepara para transferir pacientes que precisam de atendimento de urgência e emergência à capital pernambucana, caso a crise no setor da Saúde se agrave ainda mais em Alagoas. A recomendação é da secretária municipal de Saúde, Lucineide Saulo. Segundo ela, o município localizado no extremo Norte do Estado já sofre as conseqüências da greve dos profissionais do sistema público estadual de saúde, que já dura quase três meses. ///

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