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M�dicos aceitam negociar reajuste

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Lelo Macena Repórter Depois do fracasso das negociações entre médicos em greve e governo, que vararam a madrugada e foram até as 4h de ontem, o presidente do Sindicato dos Médicos (Sinmed), Wellington Galvão, se reuniu com o procurador-chefe do Ministério Público Estadual, Coaracy Fonseca, e apresentou nova proposta para tentar pôr fim à greve que já dura quase 90 dias. Segundo Wellington Galvão, os médicos propõem o percentual de 39,3% parcelados já a partir deste mês a abril de 2008. ?Só que o governo quer parcelar até julho [de 2008], essa é a divergência?, disse ele. ### Comissão acredita em fim de paralisação Carla Serqueira Repórter Agendada para ontem, a reunião que poderia pôr fim à greve dos médicos foi adiada para hoje, às 16h. Segundo o presidente da comissão de negociação, o médico Júlio Bandeira, o impasse está chegando ao fim. ?A reunião não ocorreu hoje [ontem] porque o governo sentiu dificuldade de colher dados com os setores fiscal, financeiro e recursos humanos para fechar uma contraproposta?, afirmou ele, depois de receber do Ministério Público Estadual a proposta de 39,3%, parcelados até abril de 2008. Ele não adiantou que contraproposta será apresentada hoje. ### Paciente do interior vem a Maceió mas fica sem assistência | Severino Carvalho Repórter Porto Calvo ? Diariamente, cinco pacientes necessitados de atendimento de urgência e emergência que são enviados para Maceió pelo Hospital Municipal São Sebastião retornam a Porto Calvo sem atendimento médico. É o reflexo da greve do sistema público de Saúde do Estado, que dura quase três meses e penaliza também os usuários que moram no interior de Alagoas. A situação é semelhante em Matriz do Camaragibe, também na região Norte. ?Os pacientes que dependem principalmente de atendimento na área de ortopedia voltam sem atendimento de Maceió?, afirmou a secretária municipal de Saúde de Matriz do Camaragibe, Nilza Malta. ### Agreste transfere casos cirúrgicos | Fernando Vinícius Repórter Arapiraca ? A crise na saúde pública de Alagoas deu uma trégua na Unidade de Emergência do Agreste, onde o movimento registrado no dia de ontem foi considerado tranqüilo. Até as 19h de ontem, somente dois pacientes que precisaram de atendimento neurocirúrgico foram removidos para Maceió, segundo o diretor médico Cristiano Vital. A transferência é provocada pela falta do médico especialista tanto no pronto-socorro da capital como no do interior. ///

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