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Bope vai reprimir protestos de servidor

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Bleine Oliveira Repórter O governo estadual decidiu recrudescer e não vai mais tolerar atos de vandalismo contra o patrimônio público ou que prejudiquem a população. Isso significa que servidores públicos em greve ou setores da sociedade civil terão que enfrentar grupamentos da Polícia Militar se resolverem, por exemplo, ocupar prédios ou fechar vias públicas. ?É uma posição política do governo. A partir de agora a ordem pública será mantida?, revelou ontem o comandante de Policiamento da Capital, coronel PM Adilson Bispo. Ele admite que a decisão é conseqüência de atos praticados por policiais civis que, na semana passada, incendiaram o portão de entrada do Palácio República dos Palmares, a sede do governo, e invadiram o desfile cívico-militar da independência, encerrado antecipadamente. ### Grevistas ocupam gabinete de secretário Felipe Farias Repórter Os servidores da saúde em greve há 23 dias ocuparam por cerca de duas horas o gabinete do secretário de Saúde, André Valente, para cobrar que o governo regularize a oferta de alimentação nos miniprontos-socorros, suspensa há mais de um mês. A categoria ameaça paralisar as atividades nessas unidades, em caráter definitivo, caso o problema não seja resolvido. A ameaça foi feita durante ato público realizado em frente à sede da secretaria, repetindo a mobilização da segunda-feira, quando os manifestantes tentaram entrar no prédio vizinho, da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, para impedir as atividades de um serviço implantado esta semana. ### Peritos ainda tentam acordo salarial A comissão do governo responsável pela negociação com servidores que reivindicam melhorias salariais deve marcar até a próxima sexta-feira uma reunião em que será apresentada a contraproposta aos peritos oficiais, que ontem tiveram a primeira rodada de negociações. A categoria composta por peritos criminais e médicos legistas, entre outros segmentos, quer ter os vencimentos equiparados aos de delegados da Polícia Civil (inicial de R$ 7,5 mil) e dos oficiais superiores da PM (major, tenente-coronel e coronel). ///

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