loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Povo reclama de problemas no Viaduto do Po�o

Ouvir
Compartilhar

WELLINGTON SANTOS Apesar de ter sido construído para resolver o problema do trânsito caótico no cruzamento da Avenida Comendador Calaça com a Ladeira Geraldo Melo (antiga rodoviária), o Viaduto Ib Gatto Falcão, no bairro do Poço, tem sido alvo de muitas críticas por parte de técnicos, motoristas, pedestres, professores e estudantes que trafegam constantemente pela área. Para eles, o excesso de velocidade dos motoristas e a falta de uma sinalização mais segura põem em xeque a vida daqueles que precisam trafegar no local, uma vez que bem defronte do viaduto funcionam dois colégios com intensa movimentação de crianças e adolescentes. ?Seria muito importante que as autoridades responsáveis pelo trânsito resolvessem esse problema, pois está muito perigoso para os alunos atravessarem a pista, porque os motoristas que saem da região norte da cidade em direção ao viaduto estão imprimindo alta velocidade. Não temos semáforos na área e a faixa de pedestres fica muito distante do colégio, e, mesmo assim, depois da construção do viaduto, muitos motoristas não a respeitam?, reclama a diretora-adjunta do Colégio Teonilo Gama, Fernanda Santana. Fernanda disse que o colégio, que fica defronte do viaduto, funciona de sete às 11h30 e das 13 às 17h50 e o número de crianças é grande, apesar de existir um guarda de trânsito na área, ?mas ele só começa a trabalhar a partir das 8 horas, no entanto, os alunos chegam às sete e não existe ninguém para controlar o tráfego nesse horário. É preciso colocar uma faixa defronte dos colégios?, adverte. A estudante Cristiana Toledo, 17, que estuda no Colégio Crispiniano Portal, outro que fica perto do viaduto, ratifica, dizendo que ?se nada for feito vão acontecer muitos atropelamentos aqui?, alerta. O taxista Antônio Alves Sobrinho, 47, frisou que é difícil para os motoristas reduzirem a velocidade na área, justificando que os carros precisam pegar embalo porque existe um aclive no começo do viaduto, e que ele foi feito ?para desafogar o trânsito e não dá para andar devagar ali. O problema é que ele está mal localizado, numa área escolar?. Sem estudos O engenheiro civil Arnaldo Lisboa Martins criticou a estrutura e a forma como o viaduto foi construído, ressaltando que não houve um estudo apropriado para o melhor aproveitamento da obra. ?Estamos diante de um impasse, porque não houve um estudo de origem e destino. Gastou-se muito e foram criados vários problemas. O correto seria o viaduto descer em direção à praia. Fizeram um estreitamento na área da praça, acarretando problemas sérios de sinalização. E a praça praticamente nem existe mais. Muitos prejuízos foram causados aos comerciantes?, critica. Superdimensionada E acrescenta: ?Como se não bastasse, o viaduto é uma estrutura metálica superdimensionada, exagerada, onde não havia necessidade de se fazer aquilo tudo porque não passam carretas e nem tanques de guerras por lá. O tráfego não é tão intenso para que se justificasse aquela estrutura toda?. ?Em que pese o doutor Ib Gatto ser um grande médico, respeitado, ele não entende nada de engenharia, uma vez que aquele viaduto naquela região foi palpite dele?. Lisboa salientou ainda que apesar de o viaduto fazer parte de um complexo de obras que a Prefeitura diz estar em projeto, ninguém pode garantir realmente se isso vai acontecer. ?Não sabemos quando isso vai se concretizar, porque para se fazer somente aquela obra foi gasto um tempo enorme, imagine um complexo?. O superintendente Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), José Rubens, explicou que não havia recebido nenhum tipo de reclamação por parte da população e dos estudantes das escolas próximas ao viaduto, mas iria mandar verificar a situação no local.

Relacionadas