Cidades
Custo alto inviabiliza o projeto de energia solar
SIDNEY ARAÚJO A energia solar, tida no cenário mundial como solução para a esperada escassez do petróleo, esbarrou, no Brasil, com a falta de interesse do poder público e de recursos da população, que, em sua grande maioria, não tem condições de desembolsar R$ 15 mil para instalar um equipamento com potencial energético de manter apenas duas lâmpadas e uma televisão ligadas. Essa é a explicação do meteorologista e professor da Universidade Federal de Alagoas, Luiz Carlos Molion, para o fracasso do projeto de implantação de eletricidade proveniente dos raios solares. Função ?Não devemos discutir a função social da energia solar, que pode levar luz aos cantos mais distantes do Sertão de Alagoas. A prova disto está em um povoado de Pão de Açúcar que pode provar de água limpa após a instalação de uma placa de captação de luz solar que move uma bomba d?água e um dessalinizador. Mas o preço é de assustar, uma vez que esse pequeno sistema custou R$ 40 mil?, afirmou. Carlos Molion esclarece que o equipamento utilizado para obtenção de energia solar é caro devido à alta tecnologia utilizada para sua fabricação. ?São placas de silício puras que somente são fabricadas nos países desenvolvidos. Muitas vezes nós fornecemos materiais para a fabricação de peças, mas quando temos de comprar as placas de silício pagamos um preço muito alto?, ressaltou. Ele apresentou projeto de concentrador solar cerca de 60% mais barato que o de placas de silício e que funciona utilizando peças existentes, inclusive, no mercado alagoano, mas que está parado por falta de apoio do governo federal.