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Mananciais de Macei� amea�ados de secar / Parte II

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O primeiro projeto Coube, então, à Companhia de Desenvolvimento de Alagoas (Codeal), com a Prefeitura, a elaboração do que seria o primeiro projeto de contenção das cheias, que logo começaram enormes prejuízos na região, principalmente as empresas da área do distrito. Esse projeto, de acordo com as informações de Abel Tenório, previa sete lagoas que receberiam as águas das chuvas que, por sua vez, alimentariam os lençóis subterrâneos. Elas ainda serviriam para ser usadas pela população e evitariam as enchentes a um custo inferior ao exigido pela macrodrenagem. ?Da maneira como o seu projeto foi concebido, a macrodrenagem vai jogar no mar, através do canal que termina no Rio Jacarecica, as águas que deveriam ficar nessa parte da região dos tabuleiros, fazendo com que os rios citados pelo professor José Vicente passem a ser intermitentes, como o Riacho Salgadinho que só apresenta um volume considerável de água em tempo bastante chuvoso. Com isso, até o Projeto Pratagy, considerado a redenção de Maceió, no diz respeito ao abastecimento de água, deixará de atender as finalidades para as quais vem sendo construído?. Também no Farol O idealizador da adutora do Pratagy no primeiro governo Divaldo Suruagy (1975-1978) tem as mesmas preocupações de José Vicente e Abel Tenório em relação à macrodrenagem, cujo projeto técnico ele vê como indiscutível. Seus pontos de vista são iguais aos defendidos por José Vicente e Abel Tenório. Trata-se do engenheiro Vinícius Maia Nobre, ex-secretário de Viação e Obras Públicas e de Saneamento e Energia do Estado em vários governos. Ele sabe, desde a infância, que a parte alta da cidade de Maceió, a começar do Farol, sempre sofreu com inundações devido às lagoas existentes em diversas áreas. E deplora a falta de visão urbanística que terminou concorrendo para o agravamento dos efeitos delas. O ex-secretário lembra que ?os nossos tabuleiros sempre tiveram depressões onde as lagoas se formaram. Eu até diria que a primeira importante obra de drenagem nessa área foi realizada pela Prefeitura, quando Divaldo Suruagy era o prefeito. Ela foi executada nas imediações do Cepa. As águas que se acumulavam por ali, causando enormes transtornos, tiveram que ser drenadas para o Vale do Reginaldo?. Para Maia Nobre, há soluções mais práticas para manter as águas na região onde nascem os rios que abastecem a região de Maceió, sem a necessidade de drená-las para o mar, impedindo a reposição dos aqüiferos que não podem deixar de ser preservados. E ?não podemos deixar de lutar pela preservação desses rios que garantem 80% do abastecimento de água de todo o município de Maceió?.

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