Cidades
Protesto pac�fico n�o acalma �nimos
Fátima Almeida Repórter Um megaprotesto, reunindo todos os sindicatos dos servidores públicos em greve e representações de movimentos sociais da capital e do interior, congestionou as ruas do Centro de Maceió durante boa parte da manhã de ontem. Apesar da garantia das lideranças de que não haveria excessos, todos os prédios públicos do Centro tiveram o policiamento reforçado. Mas a orientação, segundo o presidente da CUT, Izac Jacson, era fazer uma manifestação pacífica, com um mínimo de transtornos para a população, evitando situações que pudessem provocar confronto. ### Ambulatórios e IML vão ser fechados Desde os episódios de 6 e 7 de setembro o movimento dos trabalhadores em greve adotou uma estratégia mais ?ligth? de mobilização para favorecer as negociações, mas os resultados não têm sido satisfatórios, e o clima pode voltar a ficar tenso entre o governo e os trabalhadores. Lideranças do Sindpol admitem que não sabem até quando vão conseguir ?segurar? a categoria, e os trabalhadores da Saúde ameaçam fechar quatro ambulatórios na próxima semana. ?Vamos fechar os ambulatórios do Noélia Lessa, da Santa Mônica, da Chã da Jaqueira e do 2º Centro de Saúde (Posto Maravilha)?, anuncia Wellington Monteiro, do comando de greve da Saúde. ### ?Não temos o que apresentar? Lelo Macena Repórter O coordenador da Comissão de Negociação do Governo, Júlio Bandeira, disse ontem que só deve marcar nova reunião com o Movimento Unificado da Saúde e com os policiais civis quando houver, de fato, uma nova proposta para apresentar às categorias. ?Não existe nenhum fato novo. Não adianta marcar reuniões se não temos o que apresentar?, disse Júlio Bandeira. Segundo ele, no caso do Movimento Unificado da Saúde foi apresentada uma proposta na tarde de quarta-feira, porém foi rejeitada mais uma vez pela categoria. ### Agentes penitenciários param domingo Carla Serqueira Repórter O risco de ocorrer fugas em massa nos presídios alagoanos será grande no próximo domingo, dia 23, conforme alertam os agentes penitenciários. Cerca de 900 servidores, entre efetivos e prestadores de serviço, vão parar as atividades por 24h e reivindicar, à porta do sistema prisional, melhores condições de trabalho, com faixas, carro de som e ameaças de interditar a Avenida Durval de Góes Monteiro. Domingo é dia de visita, o que deve despertar a revolta nos quase 1.400 detentos das unidades prisionais de Maceió e os cerca de 250 do presídio de Arapiraca. ///