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Suspens�o no repasse de verba amea�a assist�ncia

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Felipe Farias Repórter Num sítio adquirido pela instituição Lourdinha Vieira, que atende pessoas com deficiência, até um simples gesto de catar folhas no chão é uma atividade de estimulação. Este é um dos serviços prestados pela instituição, inscrita no Sistema Único de Assistência Social (Suas) na modalidade Proteção Social Especial de Média Complexidade. Para o leigo, o movimento pode parecer simples, como realmente é. Para familiares de crianças, adolescentes e adultos com Síndrome de Down ou paralisia cerebral, com quadros de comprometimento mais graves, no entanto, só ser executado é sinal de uma evolução a ser comemorada e que, sobretudo, tem de ser encorajada, mantendo-se as sessões. ### Secretaria corre para cumprir exigências A secretária estadual de Assistência Social, Solange Bentes Jurema, que assumiu os programas sociais prestados pelo município com o descredenciamento, prevê que somente para atender as exigências do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) de regularizar a situação ? sem se falar em reabilitação de Maceió ? serão necessários pelo menos dois meses. Para o Peti, por exemplo, a secretaria estadual terá de fazer um novo cadastro das famílias beneficiadas, uma vez que o relatório do MDS apontou o pagamento das bolsas desse programa como um dos casos com maior número de irregularidades. ### Sem creches, crianças voltam para lixão Dos cortes e restrições de atendimento que a Associação Educacional e Assistencial Ulisses Bandeira foi obrigada a fazer por causa da suspensão do repasse dos R$ 7.829,20 a que tem direito para manter três creches, a que mais causa indignação na presidente Teresa Cavalcanti é a que se refere a um grupo de crianças que freqüentava a Mamãe Cila, no Benedito Bentes. ?As crianças de três, quatro anos, voltaram para o lixão. Voltaram a catar lixo com as mães, porque as famílias precisam sobreviver. É um absurdo, uma vergonha. É muita falta de qualquer sentimento humano de ajuda, de pai, mãe ou médico?, protestou. ### Entidade não consegue ter sede própria Há dois meses a Associação da Melhor Idade da Santa Lúcia e Adjacências não consegue realizar as reuniões semanais para os cerca de cem atendidos da região; trabalho pelo qual recebia R$ 405,00 por mês (R$ 4.860,00 por ano). ?Antes, conseguíamos realizar viagens de passeio para praias próximas, tínhamos médicos e acadêmicos aqui nas reuniões semanais. Agora, nos reunimos só para um bate-papo e não temos como servir nem um lanche?, diz Maria Helena Almeida, fundadora e vice-presidente. ///

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