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Falta de infra-estrutura provoca novos alagamentos em Macei�

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As fortes chuvas caídas no último fim de semana, e que persistiram durante todo o dia de ontem, voltaram a provocar alagamentos em vários bairros da cidade. Os moradores da periferia foram os mais prejudicados, já que falta infra-estrutura na maioria das ruas com estradas de barro e sem sistema de drenagem de águas. Bastaram poucas horas de chuvas para que a Quadra 2, do Conjunto Osman Loureiro, no Clima Bom, ficasse completamente inundada. O problema de inundações na rua já é crônico e existe desde que o conjunto foi inaugurado há mais de 10 anos. Só que até agora, nenhuma solução foi encontrada para evitar que o problema se repita nos períodos de chuva. Os moradores de Bebedouro também viveram momentos de apreensão, na manhã de ontem, uma vez que o nível do Riacho Silva estava acima do normal e havia ameaça de transbordamento. Nas favelas da beira da lagoa, o clima é de desespero para alguns moradores que já começam a ter seus barracos invadidos pelas águas. Outros que não escondem o medo diante de tanta chuva são os moradores das encostas. Com as barreiras encharcadas pelas águas das últimas chuvas, o perigo de deslizamento aumenta. Mesmo assim, quem mora nas áreas de risco não costuma seguir a recomendação da Defesa Civil para abandonar suas casas, sob a alegação de que não tem para onde ir. Chuva abre buracos e agrava caótica malha viária da cidade As chuvas também vêm provocando danos ao já desgastado asfalto da maioria das ruas de Maceió. Se antes das chuvas os buracos já atormentavam os motoristas, agora a situação piorou. Além dos que já existiam, novos buracos aparecem a cada temporal e, encobertos pelas águas, não são percebidos pelos motoristas. Entre os pontos mais críticos da cidade, um deles fica na Avenida Jorge Barros Montenegro, na Santa Amélia, onde alguns trechos estão intransitáveis. No prosseguimento da avenida, em frente ao Conjunto Colina dos Eucaliptos, as crateras tomam de um lado a outro da rua. Até mesmo em locais onde a Prefeitura realizou freqüentemente a operação tapa-buracos, as ruas estão intransitáveis. É o caso da pista de acesso a Chã da Jaqueira, iniciada ao lado do Supermercado Makro, que obriga os motoristas a fazer manobras mirabolantes para fugir dos buracos, que mais parecem crateras. Perigo maior é nos principais corredores de ônibus da cidade, como a Durval de Góes Monteiro, que apresenta profundas crateras ao longo de sua extensão. Os motoristas reclamam da péssima qualidade do asfalto, utilizado nas operações tapa-buraco da prefeitura. ?Eles tapam num dia, mas se chover no outro o asfalto desaparece e o buraco fica maior ainda?, protestou a dona de casa Maria Albertina Santos.

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