Cidades
Mulheres v�timas de viol�ncia n�o encontram acolhida
| Fátima Almeida Repórter A Lei 11.340, batizada como ?Lei Maria da Penha?, completou um ano de implementação. Criada para coibir e punir todo tipo de violência doméstica e familiar contra a mulher, a lei é robusta na proposição de mecanismos de proteção e assistência, por meio de uma rede de apoio às mulheres em situação de violência doméstica, mas em Alagoas a rede sofre do mal de inanição, comprometendo, em alguns casos, a seqüência do trabalho de acompanhamento às vítimas, por alguns desses organismos que a integram. Um dos maiores problemas é a falta de abrigos que atendam às mulheres vítimas de violência, nas diversas regiões do Estado. ### Sem articulação, rede de apoio não funciona As articulações entre as instituições que compõem a rede de atendimento à mulher, segundo a Secretaria da Mulher, existem e são feitas pela Superintendência da Mulher e pelo Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim), para o melhor funcionamento da rede. Mas na avaliação de quem lida com a situação, ainda falta muito para atingir um índice razoável de atendimento em rede. ?Não existe articulação, não tem divulgação e não tem informação?, reclama a coordenadora da Marcha Mundial das Mulheres, Jarede Viana. ### Na casa-abrigo, uma chance de recomeço A Casa Abrigo Viva Vida, de Maceió, foi criada em setembro de 2000, e é mantida pela Secretaria Municipal de Assistência Social. É a única estrutura desse gênero disponível em todo o Estado e tem capacidade para 20 mulheres e 30 crianças, segundo a coordenadora, Minalva Lessa Santos. Lá as mulheres têm alimentação, segurança e acompanhamento em várias áreas relacionadas às conseqüências da violência sofrida: psicológica, social, jurídica, e assistência à saúde. ### ?Casos são de saúde pública? Criado em 19 de setembro de 1995, pela Lei Municipal nº. 4.446, o Centro de Referência Dra. Terezinha Ramires só foi inaugurado, de fato, em 8 de maio de 2002, numa dependência do PAM Salgadinho. Com uma equipe multidisciplinar vinculada à Secretaria Municipal de Saúde, o centro oferece assistência psicossocial e de saúde às mulheres vítimas de violência e a crianças a partir dos cinco anos de idade. ///