Cidades
V�timas de viol�ncia recorrem � ONG
Lelo Macena Repórter Foram trinta minutos de espancamento. Transtornado e com algumas doses a mais na cabeça, enquanto batia, o marido despejava os mais chulos palavrões. Conseguiu proteger o rosto, mas o resto do corpo ficou coberto de hematomas provocados pelos socos e pontapés. Naquela noite, Maria José [nome fictício] chegou um pouco mais tarde porque precisou esticar no trabalho. Para o marido ciumento não havia dúvida. Era traição. Para configurar o quadro completo de humilhação, a ?pisa? foi presenciada pela filha de 18 anos, impotente diante da ira do pai. Ele só parou de bater quando uma vizinha ameaçou chamar a polícia. ### Entidade procura novas parcerias A condição financeira das mulheres assistidas pelo núcleo é uma das principais preocupações da equipe do Conviver. Todos acreditam que o primeiro passo para quebrar com a dependência do marido é a garantia de uma renda que faça com que a mulher possa sonhar com outros horizontes, longe do seu agressor. ?Por isso nós oferecemos também cursos de qualificação profissional. Queremos que elas desenvolvam habilidades que possam ajudá-las a ter uma renda no futuro?, diz a psicóloga Kelly Figueira, coordenadora do núcleo Conviver. ///