Cidades
Sem tecnologia, escolas usam grades
Bleine Oliveira Repórter As escolas da rede pública municipal de ensino continuam sujeitas à ação de marginais. Diante da situação de insegurança, o patrimônio das escolas está sob permanente ameaça de ser roubado ou depredado. Assustados, os diretores dizem que o índice de violência cresceu de tal forma que já ameaça a integridade física de alunos e funcionários. Em várias delas, as salas onde são guardadas a merenda, livros e computadores ficam fechadas de cadeado e, em alguns casos, até com grades. Numa delas, a Escola Padre Pinho, no bairro de Cruz das Almas, os alunos exigem encerrar as aulas por volta das 21h30, temendo assaltos. ### Violência barra implantação de projeto federal em escola Os diretores defendem o sistema de segurança eletrônica como mecanismo capaz de conter a violência nas escolas. Mas avaliam que o problema está também no abandono e na exclusão a que crianças e jovens da periferia estão submetidos. ?São crianças e adolescentes sem perspectiva, sem motivação, com baixíssima auto-estima? , diz a vice-diretora da Escola Padre Pinho, Maria Tereza. Naquela unidade estudam alunos da 4ª a 8ª série, inclusive adultos que estão fora da faixa etária normal, oriundos de comunidades tidas como violentas, como as grotas do Cigano, do Arroz, Novo Horizonte e Morro do Ari. ///