Cidades
Quando o inocente � v�tima da viol�ncia
Marcos Rodrigues Repórter Depois da dor, a luta. É assim que vivem as famílias que tiveram filhos mortos por balas perdidas. Pessoas sem envolvimento com atividades ilícitas, mas que pagaram com a vida pela banalização da violência. Em uma semana três casos com essas características chocaram a sociedade. Agora, enquanto tentam se recuperar, os parentes buscam por justiça. A primeira ocorrência aconteceu no bairro do Jacintinho, na madrugada do dia 11 de outubro. O comerciante Embs Viana da Silva, 31, foi executado com 21 tiros nas costas, disparados por dois homens, quando deixava um churrasquinho que funcionava no Restaurante Sabor da Terra. ### Pais se unem para suportar dor da perda Em Satuba, o professor Hélio Borges de Aquino Neto, 25, voltava de uma viagem a Maceió e enquanto aguardava o troco da passagem do transporte complementar, levou um tiro na cabeça e morreu sem nem saber de onde veio a bala. Os pistoleiros também executaram o motorista da van (MUZ-3821) que fazia o trajeto Maceió/Santana do Ipanema, Antônio Gama de Queiroz, 50, com cinco tiros. O crime aconteceu em plena luz do dia. Diante de dezenas de pessoas que circulavam pelo local. A família sofre com a perda. Em clima de emoção, os pais do professor Hélio Aquino receberam a reportagem, semana passada. ### Pai faz via-crúcis para cobrar apuração Os assassinatos por bala perdida continuaram. No dia 21 de outubro a tragédia voltou e dessa vez em dose dupla. Os irmãos Miguel de França da Silva Filho, 27 e Márcio de França da Silva, 22, foram mortos a tiros enquanto trafegavam pela Rua do Triunfo, onde moravam. Um terceiro jovem, David Alfredo Vital de Lima, 21, o ?Branco? foi atingido por dois disparos e se recupera dos ferimentos. O crime, sem motivos, foi praticado por um homem identificado como ?Alexandre do Pau d?Arco?. Ele saiu transtornado da casa de um familiar no bairro e começou a atirar a esmo. ///