Cidades
Estudantes lutam contra o tempo para entrar na Ufal
Fátima Almeida Repórter Reta final para o vestibular da Universidade Federal de Alagoas. De 16 a 19 de dezembro cerca de 40 mil estudantes estarão enfrentando a primeira grande batalha de suas vidas por um futuro profissional. Eles concorrem as 3.347 vagas nos 61 cursos de nível superior oferecidos pela Ufal: 45 no campus de Maceió e 16 nas unidades de Arapiraca, Penedo, Palmeira dos Índios e Viçosa. Nesta época do ano o número de alunos nos cursinhos pré-vestibular chega a dobrar. Além daqueles que se preparam o ano inteiro, chegam novatos, em busca de reativar os conhecimentos ou tentar aprender o que ainda não sabe. Depois de oito meses de aulas, trabalhando todo o conteúdo do PSS 1, 2 e 3, os cursinhos entram, agora, em fase de revisão. ### Aprovação exige sacrifícios de jovens Para uma parcela considerável dos jovens na faixa dos 17 aos 20 e poucos anos, vencer a concorrência do vestibular é a meta mais consistente e prioritária no momento. E eles sabem que isso requer muito mais do que uma boa base no ensino médio ou da freqüência regular ao cursinho. É fundamental cuidar do equilíbrio físico e psicológico. Na agenda de muitos, não cabem mais badalações, e até os momentos de convívio familiar foram reduzidos na vida de alguns. É hora de canalizar todas as energias para um só objetivo: passar no vestibular. ### Trabalho e estudo: difícil conciliação Na agenda dos candidatos que têm como prioridade passar no vestibular, não cabem outros compromissos que não seja estudar. Ou cabem? Para alguns, não têm alternativa. Há seis meses a estudante Mayara Mello cumpre uma rotina cansativa, que mistura compromissos do emprego e preparação para o vestibular de Ciências Econômicas. E ainda tenta conciliar tempo para o lazer. Sai de casa às 7 horas, trabalha até as 18h, e vai direto para o cursinho, que começa às 18h20. ### Estudantes dão dicas de comportamento A turma de Nathalia, Dênisson, Karolina, Carla, Dialla e Bruna rala para conseguir uma vaga na Ufal. Acordam por volta das 6h e começam de 7h, no cursinho, até as 13 horas. Retornam à tarde para aulas de aprofundamento. Em casa, os livros são companheiros da rotina, que geralmente vai até as 22 horas, e não pode passar da meia-noite. Em média, eles costumam somar de dez a 12 horas de estudo por dia. Na balança da vida, cada situação é dosada e avaliada por cada um, de acordo com o grau de preparação. ///