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Falta de material p�e vidas em risco

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Carla Serqueira Repórter A Gazeta conversou com um médico, clínico geral, que trabalha na Coordenadoria de Emergência Armando Lages (Coemal) há cinco anos. Temendo represálias, preferiu o anonimato. Ele contou que o sentimento é de impotência durante os plantões. ?A superlotação já é bem antiga, a gente consegue dar conta, mas sem faltar material. Esta falta de insumos nunca vi antes?, informou, dizendo que a carência deixa os médicos ?aterrorizados?. ?Falta esparadrapos, ataduras, antibióticos. A gente sai, na verdade, fazendo gambiarra. Isso estressa; vem o medo de ser agredido pelos familiares e de ser processado?. ### Filhas de pacientes denunciam descaso e falta de estrutura O pai, natural de Joaquim Gomes, tem 70 anos de idade. Passou mal sábado, dia 1º de novembro. Sofre da doença de Chagas e não conseguia respirar. ?Pensei logo no sufoco que ia enfrentar aqui?, disse, quinta-feira passada, a filha, Maria Sandra da Conceição, 26, enquanto esperava, na porta da Coordenadoria de Emergência Armando Lages (Coemal), a irmã voltar da enfermaria e entregar as sacolas de roupa que trazia nas mãos. ?Ela dorme um dia, eu outro?. ### Rixa entre profissionais piora situação Além da falta de material imprescindível para os primeiros-socorros, como um simples rolo de esparadrapo ou antibióticos, os pacientes que procuram a Coordenadoria de Emergência Armando Lages (Coemal) agora sofrem também com uma ?crise? que está se alastrando nos corredores do pronto-socorro, envolvendo médicos e os demais servidores do nível médio e superior, em greve há mais de três meses. ### Gerente da Coemal confirma falta de material na unidade O gerente-geral da Coordenadoria de Emergência Armando Lages (Coemal), Alfredo Rosa, confirma a falta de material no hospital e diz que há uma ?lentidão? no processo de abastecimento da Secretaria Estadual de Saúde. ?Não temos autonomia financeira. Dependemos da secretaria?, explicou. Ele confirma o aumento de demanda de pacientes, por conta da greve dos servidores de nível médio e superior. Normalmente, os atendimentos no dia variam de 250 a 300. ///

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