Cidades
Uma nova esperan�a para fam�lias
Bleine Oliveira Repórter Já está implantado o Banco de Dados de Pessoas Desaparecidas (BDPD), o novo trabalho do Laboratório de DNA Forense da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), destinado a cadastrar pessoas que desaparecem sem que a família ou a polícia consigam localizá-las, sejam vivas ou mortas. O Banco é um antigo sonho do professor-doutor Luís Antonio Ferreira da Silva, coordenador do Laboratório, que planeja com outras entidades e especialistas no assunto, criar em Alagoas uma associação de pessoas desaparecidas. ### Pais de Pedro vivem angústia de não ter informações do filho A família do estudante Pedro Ramon vive a angústia de, após quase três meses do desaparecimento, não ter qualquer informação que leve ao rapaz ou a seus restos mortais. ?Como estamos num barco sem direção, o Banco de Dados é uma pequena vela que pode nos orientar?, disse Getúlio Acioly, pai do estudante, que na semana passada doou sangue para que os técnicos da Ufal possam isolar o DNA e compará-lo a outros tipos genéticos. ### Delegado destaca importância de órgão Um dos mais qualificados policiais alagoanos, o delegado Flávio Saraiva, define como extremamente necessária a criação do Banco de Dados de Pessoas Desaparecidas. Coordenador do Tático Integrado de Grupamentos de Resgates Especiais (Tigre), Saraiva lembra que o Estado iniciou projeto semelhante mas que, por razões ignoradas, não teve continuidade. ?Se dispuséssemos de instrumentos como esse, casos como o de Douglas Vasconcelos, Pedro Ramon e tantos outros que não aparecem na mídia, seriam mais facilmente solucionados?, afirma o delegado. ### Acesso a banco é possível via internet ww.labdnaforense.org/bd. No site é possível também fazer o registro do desaparecido. Mais informações pelo telefone 3336-6558. As informações que se referem ao DNA, entretanto, são sigilosas, não podendo haver cruzamento, por exemplo, com bancos de dados de instituições policiais. Todas as informações genéticas são de conhecimento restrito aos pesquisadores do laboratório de DNA. As informações pessoais ou genéticas de pessoas vivas somente são depositadas e retiradas por livre e expressa vontade delas ou de seus familiares e, no caso de cadáveres e restos mortais não identificados, é exigida autorização e encaminhamento legal da autoridade competente. ///