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Após adiamento

Caso Joana Mendes: após adiamento, júri é marcado para 1º de abril

Joana de Oliveira Mendes foi encontrada morta em um carro com 32 facadas em 2016; ex-marido é suspeito do crime

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O Ministério Público de Alagoas (MP/AL) informou que o júri do caso Joana, que foi assassinada com 32 facadas em 2016, está previsto para acontecer no dia 1° de abril de 2024. O julgamento já foi adiado duas vezes.

O crime aconteceu no Conjunto Santo Eduardo. Joana de Oliveira Mendes foi encontrada morta dentro de um carro. O corpo estava no banco do passageiro do veículo que foi abandonado em uma rua de pouco movimento. À época, a defesa do acusado Arnóbio Henrique Melo disse que ele confessou que matou a ex-esposa, mas não se lembrava dos detalhes.

O primeiro júri havia sido marcado para 18 de dezembro de 2023, mas, em razão do cumprimento de um mandado de prisão contra o homem - quatro dias antes -, foi suspenso, sendo reagendado para 1º de fevereiro. Mas, houve um novo adiamento.

O promotor de Justiça Antônio Vilas Boas afirmou que não há mais condições de adiar o júri.

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“A família da vítima a cada vez que se prorroga o julgamento sofre em dobro; é como se Joana estivesse sendo mais uma vez assassinada, como se tivesse havendo descaso com ela. Queremos fazer justiça, que o assassino pague pelo crime que foi perpetrado com extrema violência”, analisou o promotor.

Várias testemunhas foram ouvidas ao longo do processo e afirmaram que o réu era violento. O casal estava em processo de divórcio e ele não aceitava o fim do relacionamento. Consta nos autos que o acusado marcou um encontro com a vítima para conversar sobre um acordo de pensão para o filho menor, então com apenas dois anos de idade.

Logo após o crime, Arnóbio teve a prisão preventiva decretada. Em junho de 2021, a defesa conseguiu uma revogação preventiva para que ele aguardasse o julgamento em liberdade, sob medidas cautelares.

* Sob a supervisão da editoria

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