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Mercado ilegal de armas alimenta crimes em Alagoas

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Carla Serqueira Repórter Quarta-feira, dia 2 de janeiro de 2008, favela Sururu de Capote, orla lagunar de Maceió. Meio-dia. Durante visita do governador Teotonio Vilela Filho, um homem é preso acusado de portar ilegalmente uma pistola 765, jogada debaixo da mesa de vender sururu. A comunidade clama pela liberdade do detido. Com gritos e desmaios, diz que ele é responsável pela segurança dos moradores. O homem é um assaltante foragido da Justiça. Ele nega ser o dono da arma. Quarta-feira, dia 21 de novembro de 2007, Trapiche da Barra, praia do Sobral. Começo da tarde. ### Arma é moeda forte no tráfico de drogas Chefe do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) há oito meses, o major Carlos Luna, antes do setor de planejamento do Centro de Policiamento da Capital, afirma que arma é moeda forte no tráfico de drogas. ?As armas chegam da mesma forma que a droga. É contrabando. Vem em qualquer veículo?. Ele diz que os criminosos contam com a sorte nas blitze, feitas por amostragem ? ou seja, com carros escolhidos aleatoriamente pelos policiais. ### Bandidos alugam revólveres em Maceió A delegada Maria Aparecida de Araújo é titular do 3° Distrito Policial, nas imediações do Vergel do Lago, uma das áreas mais violentas de Maceió. Ela afirma que há traficantes que alugam armas para outros bandidos praticarem crimes na cidade. ?Eles alugam, emprestam, vendem?. Quando são flagrados praticando crimes, os bandidos negam a origem da arma. ?Eles dizem que compraram de desconhecidos nas feiras do Rato, do Passarinho, da Guedes, mas não é verdade. Nesses lugares vende, mas não é mais o foco?. ### Alagoas supera SP em pedido de porte Empossado no dia 4 de dezembro último, o novo superintendente da Polícia Federal de Alagoas, José Pinto de Luna, não sabe direito onde fica o Tabuleiro do Martins, está se adaptando à cidade ainda, mas já aprendeu uma coisa: ?Os números de Alagoas são sempre assustadores?, disse ele, enquanto recebia a equipe de reportagem em seu gabinete, no bairro de Jaraguá, para falar sobre apreensão de armas e expedição de portes no Estado. ### Armamento é guardado no Exército A preocupação maior do comandante é com a possibilidade de roubo durante o transporte das armas até o Recife Em 2007, o Exército recebeu da Justiça 1.500 armas, que serviram como peça de investigação durante os processos. Os modelos variam. Tem espingardas, revólveres, pistolas e até armas fabricadas em casa, com madeira e cano de ferro. Duzentas delas, acumuladas desde outubro, ainda serão encaminhadas para o Recife (PE), região militar do 59° Batalhão de Infantaria Motorizado, onde serão destruídas. As 1.300 armas que já viajaram, seguiram em quatro remessas. ### Justiça construirá paiol em Fórum O poder judiciário também está preocupado em armazenar de forma adequada, longe do risco de perdas ou desvios, as armas acumuladas no Fórum Desembargador Maia Fernandes, no Barro Duro, que reúne as 17 varas criminais da capital. O presidente do Fundo Especial para Modernização do Judiciário (Funjuris), Jamil Ferreira, disse que durante a reforma do prédio, prevista para terminar em agosto, um paiol será erguido no Fórum para centralizar todas as armas sob investigação, hoje espalhadas nas varas, guardadas em envelopes nos armários, junto com a papelada dos processos. ///

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