Cidades
Com�rcio informal trava requalifica��o
| Clarissa Veiga Repórter Não importa se é uma manhã de segunda ou sexta-feira, as ruas no entorno do Mercado Público de Maceió estão sempre tomadas por vendedores ambulantes e pedestres que disputam com os veículos o pouco espaço restante nas vias. Ao anoitecer, o quadro na região é exatamente o oposto: as pessoas fogem da falta de iluminação e segurança. Em grande parte dos estabelecimentos comerciais os trabalhos só vão até as 17h. A medida foi adotada pelos comerciantes para que os funcionários tenham tempo de apanhar o ônibus antes do anoitecer. Os trabalhadores reclamam que depois desse horário os delinqüentes tomam conta das ruas e a possibilidade de qualquer pessoa ser vítima de roubo aumenta. ### Lojistas cobram projeto e infra-estrutura da área A ambulante Ana Maria dos Santos está há dez anos no mercado informal. Ela vende sanduíches e trabalha junto com os quatro filhos e genros nas duas barraquinhas da família. ?Aqui temos uma verdadeira equipe de trabalho.? Na ?família-empresa? de Ana Maria tem o responsável pelas compras que procura carne e verduras, tem os que preparam o molho para o sanduíche e finalmente quem faz o atendimento ao público. ?Eu fico coordenando todo o trabalho e prestando atenção em tudo. Qualquer problema sou eu quem tem que resolver?, diz. ### Patrimônio público fica perdido na confusão do Centro O prédio tombado como patrimônio público e doado aos trabalhadores alagoanos para sediar suas entidades representativas é o símbolo da luta pela requalificação na divisa entre Centro e Levada. O local, batizado de Palácio do Trabalhador, abriga hoje pelo menos dez sindicatos, além de escritórios de contabilidade e jurídico. O representante da Fundação Palácio do Trabalhador, Albegimar Cassimiro Costa, relata que melhorar a infra-estrutura da região é não só oferecer condições para quem freqüenta as feiras e mercados, mas uma mostra de respeito aos trabalhadores do Estado. ///