Cidades
Pol�cia n�o contabiliza seq�estros rel�mpago
Fátima Almeida Repórter O seqüestro da funcionária pública Julliane Ferreira Pontes é o mais recente registrado em Alagoas. Ela foi levada no último domingo, dia 13, e liberada após três dias de cativeiro, na madrugada da última quarta-feira (dia 16), após pagamento de resgate. Aparentemente a ação não foi planejada como seqüestro. A própria vítima concluiu que seria, inicialmente, vítima de um assalto ? ou seqüestro relâmpago, modalidade em que o assaltante mantém a vítima em seu poder por um período de até 24 horas, para lhe roubar objetos ou efetuar transações bancárias, e que tem se tornado muito freqüente em Alagoas nos últimos anos. ### Seqüestradores já não escolhem vítimas Levantamento feito pela Gazeta, com base em reportagens no período de 2002 a 2007, mostra uma explosão de seqüestros relâmpago no ano de 2003, quando os casos registrados pela imprensa dobraram, em relação ao ano anterior. Mostra, também, que qualquer pessoa pode ser alvo dos bandidos, que já realizaram seqüestros relâmpago de estudantes, empresários, comerciantes, professores, dentista, médico, procurador, dona de casa, taxista, bancário. O objeto da ação, na maioria dos casos, é o carro da vítima para ser usado em ações criminosas. ### Vítimas relatam momentos de angústia e terror Dezoito anos se passaram, mas a lembrança do seqüestro do filho dói até hoje, diz o empresário Lula Cabeleira, justificando que não gosta de falar do assunto. ?Deixou seqüelas para a vida inteira, na família?. Na avaliação do delegado Flávio Saraiva, não existe crime pior do que o seqüestro ? ?só quando há, também, a prática de estupro no cativeiro?. E a pressão não é só para a família. ?A polícia tem, sempre, que buscar o equilíbrio entre o pagamento do resgate pela família ? que favorece a ação criminosa ? e a preservação da vida da vítima?. ///