Cidades
O perigo ronda estradas alagoanas
LELO MACENA Repórter A curva perigosa surge de repente, sem nenhum aviso. Os buracos que tomaram conta do acostamento e avançam para o leito da pista avisam que, se o motorista vacilar não terá escapatória. Num percurso de mais de 20 quilômetros, num trecho cheio de pontos sinuosos entre as cidades de Matriz do Camaragibe e São Luís do Quitunde, apenas quatro placas de sinalização vertical, todas quase ilegíveis, detonadas pelo tempo. No asfalto, nenhuma gota de tinta para demarcar as duas faixas da pista. Um desafio para quem pega a estrada tanto durante o dia quanto no período noturno. Estamos trafegando pela AL-105, que liga o município de Jundiá ao litoral Norte alagoano. ### Chuva destrói asfalto que foi feito com 20 anos de atraso O município de Jundiá, na região Norte de Alagoas, é hoje uma das cidades alagoanas que mais sofrem com o estado de conservação das rodovias estaduais que ligam o local ao restante do Estado. Os cerca de 20 km da AL-105 que ligam a cidade ao Litoral Norte de Alagoas é talvez o pior trecho da malha viária estadual. Inaugurada em 1986 pelo então governador Divaldo Suruagy, a obra também incluía o trecho de 11 km, que liga Jundiá à BR-101, em Novo Lino. Mais de duas décadas depois, os 20 km pavimentados da AL-105 está praticamente intransitável e os 11 quilômetros que seriam asfaltados nos governos subseqüentes continuam no barro. No inverno, o acesso a Jundiá não existe. O município fica ilhado, ninguém entra, ninguém sai. ### Milhões são usados em recuperação O diretor do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), Ronaldo Pereira Lopes disse que o órgão tem priorizado a AL-220, que vai do Sertão alagoano, desde Delmiro Gouveia até a Barra de São Miguel. Nos trabalhos de recuperação desta rodovia já foram gastos R$ 16,5 milhões, verba proveniente do CID (imposto sobre combustíveis). ?Estamos reconstruindo alguns pontos desta rodovia e colocando sinalização horizontal e vertical?, explica Lopes, citando terchos de Delmiro Gouveia, Olho D?Água dos Casados, Olho D?Água das Flores, Arapiraca e São Miguel dos Campos. ?O problema é que não podemos fazer todas as rodovias ao mesmo tempo?, disse, reconhecendo os problemas nas rodovias da região Norte. ///