loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Macei� tem mais de dez mil terrenos baldios

Ouvir
Compartilhar

| Clarissa Veiga Repórter Todos os dias é a mesma coisa. Dona Niedja Andrade Torres acorda e ao abrir a janela da sua sala se depara com aquele espaço ocioso, sujo e as vezes mau cheiroso. Durante todo o dia, enquanto trabalha, ela lamenta o descaso com o terreno e teme a ação de viciados em drogas que teimam em usar o local para consumir produtos ilegais. Ela mora numa das ruas mais movimentadas do Conjunto Clima Bom, no Tabuleiro do Martins, e trabalha no negócio da família ? um açougue ? localizado bem ao lado da casa onde mora. ?Não consigo tirar a imagem desse terreno da minha cabeça. Acordo olhando pra ele, depois passo o dia todo tendo que ver as pessoas despejarem lixo bem aqui, ao lado da minha casa?, reclama. Assim como dona Niedja Torres, milhares de maceioenses enfrentam problemas por morar ao lado de terrenos baldios e descuidados. Conforme dados da Superintendência ### Cadastro desatualizado dificulta punição Para o superintendente de Controle do Convívio Urbano, Ednaldo Marques, a falta de leis mais severas prejudica os trabalhos de organização dos espaços em Maceió. Ele revela que um grande problema enfrentado na luta contra o uso inadequado de terrenos baldios é a falta de punição para os infratores. ?Nosso código de posturas é de 1985 e está bastante defasado. Precisamos do apoio do Legislativo para criar novos meios de punir quem agride os espaços na cidade?, afirma Marques. O superintendente defende a aplicação de multas altas para os proprietários de terrenos que não cuidarem de sua propriedade. Ele lembra que a maior parte das áreas tem dono, mas que o ônus dos cuidados e da limpeza tem sobrado sempre para o poder público municipal. ### Propriedade em área nobre vira dor de cabeça No bairro de Cruz das Almas a situação de descaso com um terreno baldio tem mudado a rotina de centenas de moradores. Pertencente a uma construtora, o terreno que abrange uma área de vários quarteirões já foi até mesmo cenário de crime ? uma mulher foi estuprada e morta quando voltava do trabalho. Depois de vários protestos de moradores da região, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi assinado e a prefeitura se comprometeu em limpar a área, que tinha se transformado num matagal, enquanto os proprietários do terreno deveriam se responsabilizar por murar o local. ///

Relacionadas