Cidades
Aud�cia e viol�ncia em assalto a bancos
Clarissa Veiga Repórter Janeiro de 2008 e uma tarde de segunda-feira como outra qualquer se transformou no cenário de uma violenta ação criminosa na Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Professores ainda desfrutavam de suas férias e poucas atividades administrativas eram mantidas no campus, quando o clima preguiçoso foi quebrado por uma ousada ação criminosa. Quatro homens fortemente armados invadiram o Posto de Atendimento da Caixa Econômica Federal (CEF) localizado na parte central do território da Ufal. A ação foi rápida, tiros foram ouvidos e um funcionário da Caixa chegou a ser agredido por um dos assaltantes. ### Bancários vivem constante tensão O presidente do Sindicato dos Bancários de Alagoas (Sindbancários/AL), Edmundo Saldanha, revela que o clima de trabalho nas agências bancárias é cada dia mais tenso. ?Nossos colegas estão temerosos e em muitas instituições os cargos de gerência foram devolvidos porque a remuneração não compensa os riscos gerados pela função?, revela. Segundo Saldanha, os traumas que seguem um assalto a banco não são pequenos e podem ser revelados em maior proporção até mesmo anos depois. Por medida de segurança para os próprios funcionários, tanto o sindicato da categoria, quanto as próprias empresas pedem que seus colaboradores não exponham sua imagem nem qualquer outro tipo de identificação pessoal que possam permitir que grupos criminosos os encontrem e façam reféns em assaltos. ### Segurança interna não impede ataques A Lei nº 7.102, de 1983, estabelece as medidas de segurança que devem ser adotadas nas agências bancárias e dita também as normas para o transporte de numerários feito pelas instituições. Conforme texto legal, para ser mantido em funcionamento, um estabelecimento financeiro precisa ter equipamentos e mecanismos de segurança que possam garantir a integridade física e moral de funcionários e clientes. ///