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Im�veis do PAR est�o abandonados

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A cena parece mentira. Enquanto 350 mil famílias, segundo a prefeitura, não têm casa própria em Maceió e pelo menos 100 mil arriscam a vida debaixo de barracos de lona em favelas ou áreas de risco, como grotas e encostas, na Via Expressa, já próximo à Polícia Rodoviária Federal, 496 casas, construídas com dinheiro público desde 2004, por meio do Programa de Arrendamento Residencial (PAR), estão sendo ?engolidas? pelo mato. Muitas delas já tiveram, inclusive, peças furtadas. Levaram as pias, os lavatórios, os vasos sanitários e até o transformador de energia elétrica foi alvo de vandalismo. Todas as residências estão desocupadas há cerca de três anos, de acordo com os moradores da região. ### Burocracia atrasa entrega de residenciais Os planos de Lara de Mesquita, 26 anos, não deram certo. No fim de 2006, ela se cadastrou no Programa de Arrendamento Residencial (PAR), sonhando com o ?lar, doce lar?. Foi com bastante antecedência, porque em setembro de 2007 queria se casar. Lara casou. Mas ainda mora com os pais. O apartamento que tanto sonhou, ainda está emperrado na burocracia. Ela aguarda ocupar um dos três residenciais, prontos há mais de seis meses, por trás do Conjunto José Tenório, na Serraria. ?Sempre me comunico com a Caixa Econômica, mas ficam me dando vários prazos?, reclama ela, dizendo que o enxoval continua empacotado. ?O que eles dizem é que o terreno ainda não está registrado. Eu gostaria de ter, pelo menos, uma previsão?. ### Casas estiveram na mira dos sem-teto Coordenador da União de Movimento de Moradia em Alagoas, José Cláudio dos Santos diz que os integrantes da organização já pensaram em invadir o Residencial Ernesto G. Maranhão, na Via Expressa. Ele diz que está acompanhando de perto o andamento do projeto, mas convenceu os colegas a desistirem da idéia da invasão por respeito aos cadastrados no programa. José Cláudio representa milhares de alagoanos que não têm onde morar com dignidade. Segundo ele, 60% dos quase 900 mil habitantes de Maceió estão nesta situação. ### Prefeitura propôs cadastrar guardas municipais no PAR O secretário Municipal de Habitação, Nilton Pereira do Nascimento, informou que a prefeitura propôs o cadastramento dos guardas municipais para o residencial Ernesto G. Maranhão, há cerca de dois anos pronto para morar, mas não houve adesão. ?Aproximadamente 800 guardas se cadastraram depois, querendo reaver a proposta, mas não foram ainda selecionados?, disse o secretário Nilton. O governo estadual também iniciou cadastramento para incluir policiais militares no Programa de Arrendamento Residencial (PAR), mas até agora, não houve conclusão dos processos. ?Muitos guardas estavam com débitos e incluídos no SPC e Serasa, o que complica a aquisição?, informou o secretário. ///

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