Cidades
Panfletagem contribui para a sujeira
Eles já fazem parte da paisagem ao redor de semáforos e cruzamentos de avenidas de Maceió. Nas mãos, milhares de panfletos que anunciam promoções de negócios e serviços que vão de supermercados e cursinhos a cartomantes e videntes que prometem, entre outras coisas, resolver problemas de falta de dinheiro. Mais que uma estratégia de marketing, a distribuição de panfletos na cidade se tornou alternativa para centenas de jovens que não conseguem vaga no mercado de trabalho. Mas a atividade já virou dor de cabeça para órgãos municipais responsáveis pela limpeza e pela fiscalização deste tipo de serviço em Maceió. O problema é que a maioria das empresas e das pessoas recrutadas para ?panfletar? desconhece e não cumpre a Lei Municipal 4.954, de 2000, que rege a atividade. ### Atividade gera emprego para jovens À frente de uma das poucas empresas em Alagoas especializadas na distribuição de panfletos e divulgação de empresas e serviços, Nicélia Almeida Moura, comanda um batalhão de mais de 150 jovens que todos os dias, das 8h às 17h, distribui em semáforos e residências panfletos anunciando serviços de mais de 40 empresas. ?São clientes de vários ramos de negócio, como supermercados, construção civil, cursinhos e até panificações?, diz Nicélia, proprietária da Pex Express, que também faz entregas de jornais e revistas e existe há 8 anos. ### Folhetos anunciam de cursinhos a videntes No Centro da cidade, Carlos Alberto Ferreira da Silva trabalha há mais de um ano distribuindo panfletos. Postado num dos cruzamentos mais movimentados da cidade, nenhum pedestre escapa de sua abordagem. Cheio de agilidade, ele vai distribuindo de mão em mão os pequenos panfletos que anunciam os trabalhos de uma vidente que promete resolver problemas de amores não correspondidos, separação de casais. Ao redor dele, os papéis vão se amontoando pela calçada. As mãos que recebem também tratam de jogá-los no chão. ?Às vezes eu pego sem nem perceber, mas depois jogo fora?, diz a auxiliar administrativa, Maria José Teixeira, depois de atirar no chão o panfleto que acabara de receber. ///