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Tr�nsito em Macei� segue com lentid�o

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Passa das cinco e meia da tarde. A luz do sol já é parca em Maceió. Um batalhão de pessoas se prepara para deixar seus postos de trabalho. Quase ao mesmo tempo, sai às ruas buscando o caminho de casa. O horário coincide com a saída dos estudantes das unidades de ensino. A construção de dois viadutos na cidade deixa ainda mais ?encurralado? o motorista que quer chegar logo ao ?lar-doce-lar?. Há poucos anos não era assim, mas hoje, começo de noite é hora de trânsito lento na capital de Alagoas. Sem planejamento e estrutura para receber os 2.500 novos carros que, todos os meses, ganham as ruas da cidade, segundo cálculos da própria Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), Maceió segue devagar nos horários de pico. Os congestionamentos se espalham por todo lugar. Fernandes Lima e Durval de Góes Monteiro ainda preocupam a prefeitura, apesar dos retornos de quadras. ### Caminho de volta para casa é estressante Terça-feira, dia 18, 17h40. Ladeira Geraldo Melo, 20 km/h, em direção ao Farol. Entre sinaleiras ligadas e olhares aflitos calculando escapadas pelos retrovisores, muitos pais de família, após se despedirem às pressas dos colegas de trabalho, se metem nos congestionamentos espalhados por Maceió em busca dos filhos que já os esperam na porta das escolas, exaustos após um horário inteiro de aulas. Todos os dias isso ocorre com Renato Brandão, 54 anos, gerente comercial da Embratel, localizada na rua Moreira e Silva. À espera dele, os irmãos Gabriel, 13, e Álvaro de Castro, 14, comiam salgadinhos e batiam papo com o vizinho e amigo de classe Washington Luís, 13, em frente à Escola do Sesi, na Cambona. Os três moram em Bebedouro e já estão acostumados com os contratempos típicos do trânsito lento. ### Guardas criticam falta de disciplina Para os guardas de trânsito que trabalham no período noturno, os congestionamentos aumentaram de tamanho por conta dos dois viadutos em construção, um na Mangabeiras e outro na Avenida Tomás Espíndola, no Farol. ?Em horário de pico, a cidade chega a parar em vários pontos?, contam eles, que trabalhavam na terça-feira, 18, num cruzamento da rua Moreira e Silva. Ao se apresentarem como os agentes Sabino, Claudvan e Viegas, eles, que utilizam motos nas rondas por dentro do trânsito de Maceió, disseram que a falta de atenção e de disciplina dos motoristas muitas vezes paralisam o fluxo de veículos em horários de grande movimento. ### Motoristas apontam regiões críticas Como remédio para espantar o estresse de 12 horas diárias no trânsito de Maceió, os motoristas de ônibus José Roberto Oliveira da Silva, Senival Maciel da Fonseca e José Carlos dos Santos, após o expediente, visitam um churrasquinho debaixo da passarela do Cepa, no Farol. Cada um elegeu um trecho da cidade onde os congestionamentos estão se tornando a cada dia mais problemáticos. No volante do ônibus que faz a linha José Tenório/Iguatemi, Senival, 49 anos de idade e 30 como motorista, aproveita para fazer até um apelo: ?Peço às autoridades que olhem para aquele trecho no final do conjunto Santo Eduardo, que dá acesso à Avenida Brasil. Ali precisa de um semáforo, está horrível!?, analisa o motorista. Ele diz que entre 18h30 e 20 horas o trânsito é lento no local. ### Trânsito lento também é registrado após as 22 horas O superintendente Municipal de Transporte e Trânsito, Ivã Vilela, reconhece e alerta: ?Com 2.500 novos carros entrando todos os meses no sistema, Maceió terá em breve um futuro complicado, não tem planejamento que contemple um aumento mensal de frota como esse?, afirma. O acréscimo de 2.500 carros por mês nas ruas de Maceió significa 12 quilômetros a mais de engarrafamento. ?Mas é bom explicar que aqui não há engarrafamento, existe trânsito lento, engarrafamento é quando o trânsito pára completamente?, Ivã faz questão de esclarecer. ///

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