Cidades
Jogo proibido � vendido em Macei�
Proibido pela Justiça Federal de ser comercializado em todo o território nacional desde outubro do ano passado, o game Counter Strike (CS), no qual o jogador precisa eliminar a tiros o adversário para vencer o jogo, continua sendo vendido nos camelôs do Centro de Maceió e, mesmo já não estando tão na moda, segue fazendo a festa de crianças e adolescentes dentro de casa e nas milhares de lan houses espalhadas pelo País. Imunes aos efeitos da decisão judicial, sites na internet oferecem de graça o CS para download. Para tê-lo instalado no computador, pronto para jogar, é só clicar. A proibição foi decisão do juiz Carlos Alberto Simões Tomaz, da 17ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais, depois de ação do procurador da República, Fernando Almeida Martins, movida há cinco anos. ### Competição acaba em confusões Nas bancas de camelôs do Centro de Maceió, a proibição de comercialização do game Counter Strike (CS) não surtiu o menor efeito. Embora os comerciantes de produtos piratas, desconfiados, afirmem para a reportagem que ?não vendem mais esse produto?, basta uns minutos a mais de conversa para constatar que todos eles mantêm em seus estoques cópias piratas do CS, de todas as versões, que são vendidas ao preço de R$ 10. ?É um jogo muito vendido porque é leve para os computadores e não é preciso placa de vídeo para instalar?, diz o ambulante. ?Nós não deixamos o produto à mostra porque sabemos que está proibido, mas temos cópias aqui do jogo?, diz um ambulante, que não quis se identificar. ?Todos esses camelôs que trabalham com CDs de jogos vendem o Counter Striker?, afirma. Segundo ele, o game já foi mais procurado, mas hoje a busca diminuiu muito. ### Especialista diz que proibir não é saída Na opinião do professor do Curso de Educação da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Luís Paulo Mercado, pesquisador dos jogos eletrônicos e suas influências tanto positivas quanto negativas para a educação, os pais devem sempre acompanhar as navegações dos filhos na internet, para saber que tipo de conteúdo está sendo acessado pelo filho. Porém, ele avisa que a proibição não representa o melhor caminho a ser tomado. ?A proibição não é a melhor saída porque aquilo que é proibido é mais interessante. Um dos grandes problemas em relação à droga é porque ela é proibida. O melhor caminho é orientar e acompanhar?, afirma o professor Luis Paulo Mercado. ///