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Alagoas tem 30 esp�cies amea�adas

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A lista de animais em risco de extinção, divulgada a cada cinco anos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ainda não foi liberada oficialmente, mas já há informações de que ela praticamente dobrou em relação ao último levantamento, divulgado em 2003, quando 395 espécies eram identificadas em diversos níveis de ameaça. A Gazeta apurou que a próxima lista deve trazer cerca de 630 espécies, das quais pelo menos 120 estariam criticamente ameaçadas. Em Alagoas, calcula-se que das mais de 280 espécies estudadas na mata atlântica, cerca de 30 estão ameaçadas (em situação de perigo ou criticamente em perigo), e mais de 20 aparecem em situação de vulnerabilidade. Pelo menos uma espécie, o Mutum-de-Alagoas, que habitava a região de São Miguel dos Campos, é considerada extinta da natureza. Até porque seu habitat não existe mais. ### Fauna alagoana é destaque em livro Nos próximos dias a editora Ediouro estará lançando o livro ?100 animais ameaçados de extinção no Brasil ? E o que você pode fazer para evitar?, resultado de um ano e meio de pesquisas feitas pelo biólogo e professor da Universidade Federal Fluminense, Sávio Freire Bruno, com informações e fotografias desses animais, entre eles, pelo menos 18 espécies da fauna alagoana. São citadas no livro, oito aves: Araponga-do-nordeste, Periquito-cara-suja, Choquinha-das-alagoas, Limpa-folha-do-nordeste (classificadas em alto risco de extinção), Chauá, Pintor-verdadeiro e Trinta-réis-real; quatro mamíferos: Peixe-boi-marinho (criticamente em perigo), Gato-do-mato-pequeno, Jaguatirica, e Tatu-bola; o Tubarão-baleia (na família dos peixes); e cinco répteis: Cabeçuda (ou Tartaruga-meio-pente), Tartaruga-de-couro, Tartaruga-de-pente, Tartaruga-oliva e Tartaruga-verde (ou Aruanã). ### Destruição de habitat ameaça animais Profissionais que atuam na área de preservação ambiental, como Sávio Bruno, Jailton Fernandes e Mário Daniel, não hesitam em confirmar: a maior ameaça às espécies da fauna brasileira e alagoana é a destruição do habitat, relacionada às ações humanas de ocupação do solo e aos modelos de desenvolvimento, que em algumas localidades, como o Nordeste, têm como principal característica a monocultura extensiva, com a destruição das matas. A situação mais crítica, segundo Sávio Bruno, está na mata atlântica, considerada o bioma mais impactado ao longo da história do Brasil, sobretudo nas regiões de cultura canavieira, como é Alagoas. Ele destaca que restam, hoje no Brasil, apenas 7% da mata atlântica. ### Sem fiscalização, lei não é cumprida O biólogo Sávio Bruno destaca a legislação ambiental brasileira como uma das mais avançadas do mundo, mas diz que o problema está no seu cumprimento. ?Temos uma legislação muito boa, o que falta é mais gente para fiscalizar, e reduzir os inúmeros recursos cabíveis nos processos ambientais. Falta também infra-estrutura para fazer cumprir as leis?, reforça o agrônomo Jailton Fernandes. Na Estação Ecológica de Murici, gerenciada por ele, por exemplo, são apenas duas pessoas responsáveis por uma área cuja extensão é superior a seis mil hectares, considerada a maior concentração de espécies da fauna típica da mata atlântica em Alagoas. ?Mas podemos contar com o apoio da Polícia Florestal, sempre que programamos; e com a Brigada?, diz Jailton. ///

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