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Igrejas fortalecem atua��o na periferia

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Desprovidas das condições básicas para uma vida digna e desassistidas pelo poder público, comunidades de bairros carentes, movidas pela fé, buscam na religião o refúgio para se organizar e lutar por uma realidade mais justa. Em regime de mutirão, sejam da religião católica ou pertencentes a congregações evangélicas, eles seguem erguendo templos e capelas e exigem a presença do evangelho em locais tomados pela violência e o tráfico de drogas. Atenta a essa demanda, a igreja evangélica Assembléia de Deus (AD) não mede esforços para inaugurar sedes nas regiões mais distantes da periferia. Além da religião, a assistência social virou prioridade para a mais antiga igreja evangélica do Brasil. Em Alagoas, já são mais de seis mil templos espalhados pelo Estado. ### Comunidade economiza para construir capela no Jacintinho Situada num dos bairros que detêm alguns dos piores indicadores sociais da capital, a capela Discípulos de Emaús, erguida por uma das 13 comunidades ligadas à matriz de Nossa Senhora das Dores, no Jacintinho, representa resultado prático da Igreja Católica de ação dentro de comunidades carentes. A capela levou dez anos para ser erguida. Embora ainda não esteja totalmente concluída, a pequena igreja é a realização de um sonho antigo de um grupo de senhoras católicas do bairro. ?Antes de termos a nossa capela, a gente se reunia e saía evangelizando de casa em casa?, conta Maria Amparo Silva Rocha, uma das responsáveis pela construção da capela, que mora há 25 anos no Jacintinho. ### Evangélicos ampliam domínio no Estado A igreja evangélica Assembléia de Deus segue firme na proposta de levar ?até os confins da Terra? o evangelho. Em Alagoas, já são mais de seis mil templos, entre sedes principais e subcongregações. Na capital, a cada ano, pelo menos dez novas igrejas são erguidas nos pontos mais longínquos da periferia. No interior do Estado, a inauguração de novos templos ocorre todos os fins de semana. Em todos os municípios alagoanos existem templos. Só em Arapiraca são mais de 80. ?Temos templos de pequeno, médio e grande porte. Templos que comportam de 150 a 200 pessoas, outros que comportam de 500 a 600 e até templos com capacidade para 2 mil pessoas?, diz o pastor José Laelson da Silva, primeiro-secretário da Assembléia de Deus, explicando que a expansão demográfica abre espaços que precisam ser preenchidos pelos templos evangélicos, principalmente nas regiões mais pobres da capital e do interior. ///

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