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Crimes contra crian�as chocam e revoltam

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A opinião pública maceioense é taxativa sobre o caso Isabella, 5, a menina que foi estrangulada e jogada pela janela do 6º andar do prédio em que estava com o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, em São Paulo. De forma unânime, o maceioense acredita (veja depoimentos ao lado), com base no que tem sido divulgado pela polícia, que o casal é responsável pela morte violenta da menina. Ou seja, se o julgamento dependesse da opinião pública de Maceió, Alexandre Nardoni e Anna Carolina seriam condenados. Há inclusive quem proponha a pena de morte como punição ao casal, acusado de ter praticado um crime bárbaro. Na avaliação popular, é inadmissível qualquer tipo de violência contra criança. ### Omissão aumenta impunidade ?Casos de violência contra a criança são rotineiros?, afirma a juíza Ana Raquel da Silva Gama, da comarca de Viçosa, revelando que maus-tratos e até a morte são crimes contra a criança registrados em Alagoas. A magistrada teve em mãos vários casos que mostram essa situação dolorosa. ?São tantos os absurdos de que tomamos conhecimentos. Fatos estarrecedores acontecem de canto a canto do Estado?, declara a juíza. Um dos resultados da experiência vivida no exercício da atividade judicial, admite Ana Raquel, é a desconfiança pessoal nos processos de adoção. ### MP defende rapidez em apuração A promotora de Justiça Marília Cerqueira afirma que ?as violações de direitos são situações freqüentes no cotidiano de nossas crianças?. Ela avalia que o caso Isabella serviu para motivar denúncias de situações testemunhadas há muito tempo, mas que na maioria das vezes a pessoa, apesar de chocada, se omite em denunciar. ?A criança é vítima também do silêncio da família?, confirma a delegada de polícia Aureni Moreno, uma das mais experientes policiais nessa área. Lidando permanentemente com adolescentes infratores, Aureni Moreno diz que são incontáveis os casos de mães, pais e padrastos que espancam crianças e adolescentes, principalmente nos segmentos mais pobres da população. ?O resultado é uma pessoa traumatizada?, acrescenta a delegada. ### Campanha abre guerra contra abusos sexuais | DA REDAÇÃO Coibir definitivamente o abuso sexual contra criança e adolescente no Estado. Este é um dos objetivos da Campanha de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Estado de Alagoas, que será lançada oficialmente no próximo dia 18 de maio, com uma distribuição de panfletos que marcará o encerramento de uma semana de atividades que tem início no dia 12. A prévia do evento ocorreu na última semana, quando representantes do Ministério Público Estadual estiveram reunidos para discutir o assunto. Na opinião da promotora de Justiça Marluce Falcão, que comandou o encontro, pessoas que deixam de denunciar casos de abuso contra crianças e adolescentes, mesmo que motivados por medo, estão sendo coniventes com a agressão. ?Todos são responsáveis. Se você se omite, está do lado do agressor. É isso que preciso deixar bem claro para a sociedade?, disse. ///

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