Cidades
Beb� achado na rua n�o tem onde ficar
Ele mal chegou ao mundo, mas já está cercado de problemas. Até então, não se sabe exatamente o que aconteceu com o pequeno A.S., aproximadamente dois meses de vida. Internado na Clínica Guri, na Cambona, desde o último dia 25, tem alta médica prevista para segunda-feira. Mas como a Casa de Adoção Rubens Colaço está superlotada e impedida, por ordem judicial, de receber mais crianças, seu destino é incerto. Está sob os cuidados do Conselho Tutelar da Região 3. Maria Telma da Silva e Alexandre Alex Couto de Oliveira, casados, um filho de 10 anos, moradores de uma vila no Bom Parto e catadores de material reciclável, dependentes de cesta básica e do aluguel pago pela prefeitura, dizem que, às 2h40 do dia 25, o encontraram dentro de uma caixa ? coberto por formigas e com marcas de queimadura de cigarro nas pernas, um olho e o braço esquerdo machucados ? perto da Catedral, no Centro. ### Casal reclama paternidade mas não tem documentos O casal que foi até a sede do Conselho Tutelar dizer que era os pais biológicos do pequeno A.S. não tinha documentos. A mulher afirmou que for acompanhar a irmã dar à luz na maternidade Santo Antônio e acabou cochilando com o filho na porta. Quando acordou, por volta de uma hora da manhã do dia 25, teriam levado A.S. de seus braços. ?A mulher estava muito agressiva, nervosa, tinha tatuagens e contou ser ex-presidiária, moradora das Piabas. Ela também foi na clínica e ameaçou as funcionárias. Falei que quem vai decidir o destino da criança é a Justiça, que fosse procurá-la?, relatou Marcelo, afirmando que a Secretaria de Assistência Social do Município se comprometeu em arranjar lugar para o bebê ficar até o juiz da Infância, Fernando Tourinho, decidir seu rumo. ///