Cidades
Branquinha decreta calamidade
No município de Branquinha, onde as águas do rio Branca invadiram parte da cidade, o saldo é de 1.105 pessoas desalojadas e 705 desabrigadas, segundo a secretária adjunta da Educação, Silvana Omena, uma das coordenadoras das equipes de apoio. Cento e setenta e oito casas desabaram, entre a noite de sexta-feira e a manhã de domingo, a maioria construída em taipa, na várzea ao lado do rio. A prefeitura decretou estado de calamidade pública e tem se empenhado em dar assistência às vítimas, com colchões e refeições, mesmo àqueles que se alojaram em casa de parentes e amigos. ### Pontes são arrastadas em Messias Ontem, com o mesmo barro trazido pelo rio para dentro de casa, o trabalhador rural Manoel do Campo tentava emendar as paredes de forma precária, a fim de voltar para o mesmo lugar, condenado pela Defesa Civil. ?Não tenho alternativa. Não dá para ficar morando no abrigo?, diz ele. O vizinho Roberto Vitório, que trabalha como carroceiro, tomou a mesma decisão. Com a ajuda dos amigos tentava reconstruir o barraco e a vida. Na área mais afetada pela chuva, a maioria das pessoas trabalha no campo, limpando mato ou cortando cana, o que torna a situação ainda mais difícil nesse período do ano, em que a única indústria do município, a Usina Laginha, vive a entressafra da cana ? sinônimo de desemprego. ///