Cidades
Impune, agenciador explora crian�as
A mendicância de crianças e adolescentes nos semáforos das ruas e avenidas mais movimentadas de Maceió expõe a miséria das famílias dessas meninas e meninos, mas esconde que por trás das pequenas vítimas existem agenciadores que exploram a mão-de-obra infantil e chegam a faturar com esse crime R$ 2 mil por mês. Geralmente mulheres, essas agenciadoras ?comandam? as áreas próximas aos semáforos de toda cidade, mas não têm ponto fixo, residência, ou qualquer referência que possa localizá-las. A reportagem da Gazeta apurou que pelo menos três delas circulam pela cidade com cerca de 20 crianças de no máximo sete anos. Andam em grupos para dar a impressão que são famílias inteiras e não chamar atenção para o comércio que realizam. ### Projetos sociais não qualificam famílias O Ministério Público Estadual, Juizado da Criança e do Adolescente, Conselho Tutelar, Semas e Polícia Civil estão desenvolvendo um projeto para verificar a situação das crianças que moram nas ruas. De acordo com o promotor da Infância e da Juventude, Ubirajara Ramos, a ação visa proteger as crianças que estão sendo exploradas e expostas à situação de risco. ?Estamos aguardando o relatório da Semas para começarmos a desenvolver as atividades, caso sejam constatados os crimes de exploração de crianças para mendicância, maus-tratos, o Ministério Público irá tomar as medidas cabíveis?, assegurou. ### Sociedade não combate trabalho infantil A exploração de crianças nos sinais, vendendo balas, alimentos, nos serviços domésticos e rurais, mesmo que justificados pelas famílias como forma de sobreviver, são caracterizados como trabalho infantil. No último dia 12 foi comemorado o dia Internacional de Combate ao Trabalho Infantil. No mesmo dia, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou que a região Nordeste lidera o ranking brasileiro do trabalho infantil, tendo Alagoas em primeiro lugar. De acordo com o relatório, 45% dos casos registrados estão no Nordeste. ///