Cidades
Sindicalistas denunciam discrimina��o
As lideranças sindicais de Alagoas acusam o governo do Estado de discriminação, por causa do reajuste na ordem de 38% concedido aos procurados de Estado delegados de polícia, aprovado por unanimidade na última quinta-feira na Assembléia Legislativa (ALE). Os sindicalistas não discutem o mérito do aumento para as duas categorias, mas já se mobilizam para reivindicar um percentual igual no momento em que se reunirem com o Executivo para discutir novos reajustes e prometem radicalizar caso não sejam atendidos. ?Está comprovado que o percentual do aumento salarial depende do poder de fogo da categoria que o pleiteia. Mas o governo deveria olhar o trabalhador de maneira uniforme e nivelar reajustes por cima?, afirmou o diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT), José Paulo Bezerra Nunes, acrescentando que o assunto será tema de um manifesto que será apresentado a todas as entidades filiadas à CUT, na próxima quinta-feira, em reunião na sede da entidade. Na quinta-feira, vários servidores da Saúde acompanharam com indignação a votação do reajuste na ALE. Mas o diretor do Movimento Unificado dos Servidores da Saúde, que agrupa oito entidades, Wellington Monteiro, tranqüilizou os trabalhadores ao apontar a letra da Constituição Federal que obriga o governo a conceder reajustes lineares para todos os servidores. ?Estamos desde 1994 sem aumento, no entanto o Executivo sequer respondeu nossas reivindicações?, reclamou Wellington, que é presidente do Sindicato dos Enfermeiros. O Sindicato dos Urbanitários também está disposto a entrar na briga para que o reajuste, na ordem de 38%, seja estendido para as outras categorias. O presidente da entidade, Erivano Cleto, disse que a atenção do governo para categorias estratégicas, como a dos procuradores, não pode ser aceita pela sociedade. ?Os servidores da Casal fizeram greve durante 15 dias, vários atos públicos, mas o governo do Estado alegou que não podia conceder um reajuste acima de 5%. Os procuradores e delegados não fizeram nenhuma movimentação e conseguiram 38%. Isto deixa claro a discriminação?, enfatizou. Já o presidente do Sindicato dos Médicos, Alceu Pimentel, declarou que os aumentos concedidos pelo governo são regidos por questões oportunistas. ?Não sou contra reajuste para os procuradores e delegados. Mas ficou claro que o governo do Estado não tem uma política social que prioriza os bens de maior importância para a sociedade, como Saúde, Educação e Segurança?, justificou o sindicalista, lembrando a batalha que os policiais precisam enfrentar quando reivindicam um aumento.