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BR-101 � pesadelo de motoristas

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Considerada a espinha dorsal do sistema rodoviário brasileiro, a BR-101 ainda aguarda a tão esperada obra de duplicação em solo alagoano. Nos seus 248 km de extensão e com um fluxo estimado em cinco mil veículos por dia, o principal corredor de escoamento de cargas do País se transformou em Alagoas num verdadeiro exercício de concentração e bom senso para os motoristas. Obrigados a executar manobras radicais para se ver livres dos buracos, eles arriscam a vida em ultrapassagens audaciosas em uma pista estreita e com um fluxo intenso de veículos pesados. Em Alagoas, passando por 14 municípios da Zona da Mata Alagoana, Agreste e Baixo São Francisco, a BR-101 tem início em Novo Lino, partindo do KM 0. ### Famílias terão de deixar área Apesar da duplicação da BR-101 ainda não ter saído do papel, os moradores que vivem em cidades e povoados situados às margens da rodovia começam a ficar apreensivos com a obra. Segundo eles, notificações de retirada já começaram a ser entregues. ?O pessoal do DNIT passou, há cerca de um mês, notificando os proprietários dos imóveis. No documento, era determinada a saída da área no prazo de quinze dias. Eu me neguei a assinar. Eles afirmaram que assinando ou não a gente teria que, em breve, deixar a área?, revelou o comerciante Reginaldo de Farias, que reside em Luziápolis, distrito do município de Campo Alegre, e que tem um restaurante próximo à rodovia. ### Duplicação deve ?engolir? rua e praça A BR-101, ao longo dos seus 248 km de extensão, acabou se integrando e fazendo parte da vida dos moradores das cidades que margeiam a rodovia. Nestas localidades, centenas de residências e pontos comerciais que se encontram instalados ao longo da BR-101 deverão ser retirados da área onde será construída a nova faixa da rodovia. Apesar da provável remoção, a maioria dos moradores desconhece o assunto ou não foi informado oficialmente sobre a duplicação. ?Já ouvi comentários e vi pessoas medindo a rodovia. Mas, ninguém falou nada comigo. A medição ocorreu mês passado. Se forem mexer conosco, queremos saber de tudo. Afinal, moro e trabalho neste local que fica próximo da rodovia. Mas, tenho escritura do imóvel e tudo está devidamente legalizado?, esclareceu a comerciante de Teotônio Vilela, Eliene Albino. ### Obra será feita com recursos do PAC A obra de duplicação da BR-101, em Alagoas, vai ser realizada com recursos provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. De acordo com o superintendente do DNIT no Estado, Fernando Fortes, a primeira etapa do projeto, que vai de Novo Lino até São Miguel dos Campos, deve custar aos cofres públicos R$ 528 milhões. ?A princípio, a primeira etapa da obra em Alagoas estava orçada em R$ 670 milhões. Mas, como a compra do material vai ser feita diretamente entre o DNIT e a Petrobras, houve a redução no custo do projeto?, esclareceu o superintendente do órgão em Alagoas. ### Obra é fundamental, diz governo O superintendente do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transporte (DNIT) em Alagoas, Fernando Fortes, disse que uma Instrução Normativa determina que toda a área de faixa de domínio do órgão deve ser desocupada, através de notificação. ?As pessoas só não plantam cana-de-açúcar no meio da pista porque não dá. A cana esconde as placas de sinalização. Mas, o nosso maior problema são as construções irregulares. O tamanho da faixa de domínio, que começa a ser contado do eixo da rodovia para os lados esquerdo e direito, varia de oitenta a trinta metros. O tamanho depende dos trechos. Mas, além da faixa de domínio, também deve ser desocupada a área não edificante que é de quinze metros após o fim de faixa?, informou Fernando Fortes. ///

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