Cidades
For�a-tarefa investiga m�fia em Alagoas
Desmantelar o sistema de venda clandestina e adulteração de combustíveis em Alagoas é a missão de uma força-tarefa que une a inteligência das polícias Federal e Civil ao Ministério Público Estadual, em Alagoas. A máfia dos combustíveis, como vem sendo denominado o esquema, envolve desde donos de pontos clandestinos de revenda de álcool e gasolina até usinas equipadas com destilarias de álcool. Questionada sobre o assunto pela reportagem da Gazeta, a cúpula da Polícia Civil preferiu não comentar a instalação do grupo especial para investigar a ação da quadrilha, mas o superintendente da Polícia Federal no Estado, José Pinto de Luna, não deixa dúvidas quanto ao empenho com que as polícias vêm estudando maneiras de desbaratar o esquema. ### Hierarquia revela ações do crime organizado, diz MP O promotor de Justiça Luiz Vasconcelos, que atuou em uma operação desencadeada em 2005 contra a adulteração do combustível em Alagoas, revela que a linha de produção do combustível adulterado está dentro da mesma cadeia que caracteriza o crime organizado. ?Eles obedecem a uma hierarquia onde cada um tem o seu papel, além de um modus operandi definido, organizado. Não é preciso mais que isso para caracterizar uma quadrilha de crime organizado?, diz. Luiz Vasconcelos lembra que desde o assassinato do promotor Francisco José Lins do Rego Santos, de Minas Gerais, o País despertou para a periculosidade dos envolvidos no esquema de adulteração e revenda clandestina de combustível. ### Casebres camuflam comércio ilegal Foi o estouro de dois postos clandestinos de venda de combustível e a conseqüente prisão de duas pessoas neste mês que revelaram a ponta do iceberg que representa a máfia do combustível em Alagoas. Entre os suspeitos de participar do esquema estão ?peixes grandes?, como as autoridades definem os possíveis usineiros donos de destilarias de álcool e empresários do varejo que possam estar ligados à compra e venda de material ilegal com fins de adulteração. A estrutura da organização criminosa que age no Estado já é conhecida pelas instituições competentes no combate a esse tipo de crime e a força-tarefa envolvendo Polícia Federal, Ministério Público e Polícia Civil tem conhecimento até mesmo do modus operandi das quadrilhas organizadas. /// Superintendente José Pinto de Luna: Polícia Federal foi provocada a ajudar as forças estaduais. Foto: Gilberto Farias