Cidades
Fam�lias sem-terra mant�m acampamentos em Macei�
Duzentos e cinqüenta famílias do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST) e mais 80 do Movimento Sem-Terra (MST) continuavam, até ontem, acampadas em Maceió. As famílias do MSLT - movimento dissidente do MST - estão acampadas no Ginásio do Estadual e aguardam a liberação de 600 cestas básicas para retornar às áreas de acampamento. Segundo o coordenador MSLT, José Francisco da Silva Tenório, o movimento reúne cerca de 800 famílias, que decidiram se afastar do MST por não concordarem com a política de saques e ocupações. ?Nossa proposta é lutar pela terra, batendo de porta em porta, mas sem o uso da violência?, observou Tenório. Ele informou que havia mantido contato com o Instituto de Terras e Reforma Agrária (Iteral), Corpo de Bombeiros e Prefeitura de Maceió para liberação das cestas básicas. ?Aqui em Maceió temos garantido alimentos suficientes até a próxima quarta-feira. Estamos aguardando apenas a liberação das cestas para levar às famílias que estão nos acampamentos?. Os integrantes aguardam também do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) uma resposta, até o dia 25 deste mês, sobre o andamento do processo de desapropriação das Fazendas Prazeres I e II, Caldeirão, em Fleixeiras, e Paraíso Agrícola, em Matriz do Camaragibe. Já as 80 famílias do MST, acampadas na Praça da Faculdade desde a quinta-feira da semana passada, prometem só sair de Maceió quando houver a definição de uma área para serem assentados. Eles conseguiram, através da Comissão de Direitos Humanos do Estado, a liberação de alimentos, que já haviam acabado ontem. Uma das coordenadoras do MST, Maria José de Araújo, reclamou da falta de assistência aos sem-terra acampados na Praça da Faculdade, que reúne mais de 70 crianças. ?Alguns problemas como a falta de banheiro e água estão sendo resolvidos, mas falta assistência médica já que muitas crianças estão doentes?, explicou. As famílias já estiveram acampadas no distrito de Saúde, no Mirante da Sereia e na BR-101 nos municípios de Colônia Leopoldina e Novo Lino. ?Vamos permanecer aqui até que haja uma solução, pois não temos mais condições de voltar para a BR?, reclamou Maria José.