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PMs podem ter matado soldado Valdir

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O crime que chocou Alagoas ? o assassinato brutal do soldado PM Valdir Pereira de Almeida, 22 anos, no dia 3 deste mês ? pode ter componentes mais inesperados do que se imaginava. É que a Polícia Militar admite a possibilidade de a vítima ter sido morta por bandidos que seriam policiais que estavam dentro do veículo Celta abordado por Valdir no Centro de Maceió, durante ronda. O disparo de pistola que atingiu o rosto da vítima foi efetuado por homens que estavam dentro do carro, que tinha placa clonada e havia sido furtado na segunda-feira, dia 30. A informação ainda a ser confirmada durante a investigação é se o soldado considerou o carro realmente suspeito e por isso teria feito sozinho a abordagem ou se ele sequer tenha tido qualquer contato mais próximo com os criminosos quando foi alvejado. ### Colega de trabalho fala sobre o crime | DORGIVAL JUNIOR - Repórter Em meio a um crime com muitas perguntas e poucas respostas, que mais se assemelha a um quebra-cabeças onde as peças ainda estão sendo montadas com o trabalho de investigação, a Gazeta traz, com exclusividade, uma entrevista com o cabo da Polícia Militar Rogaciano dos Santos. O militar, que era colega de farda do soldado Valdir Pereira de Almeida, 22, fazia a ronda com a vítima minutos antes dele ter sido baleado e morto, na tarde do último dia 3, nas imediações da Praça Sinimbu, Centro de Maceió. Recuperando-se da dor de ter perdido o colega ? com quem sempre fazia a ronda de moto na área do Farol ? Rogaciano falou dos momentos que deram origem à perseguição ao Celta de cor prata, onde estavam os assassinos de Valdir Pereira. ### Morte revela falta de estrutura da PM O veículo usado pelos acusados no assassinato do soldado Valdir Pereira, um Celta de cor prata ? foi encontrado abandonado horas depois do crime, em um estacionamento público na orla de Pajuçara. O carro foi roubado na área do 2º Distrito Policial e tinha placa clonada. Segundo a Polícia Civil, a PM fez o levantamento de dados junto ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e constatou que a placa pertencia a um veículo que, no momento da morte do soldado Valdir, estava estacionado em um supermercado de Maceió, onde o proprietário do automóvel fazia compras. No Celta, usado pelos criminosos e que foi periciado pelo Instituto de Criminalística (IC), foi constatada apenas uma perfuração à bala, no pára-brisa traseiro de veículo. DJ ### ?Se efetivo da PM fosse maior, ele não teria morrido? Em Alagoas, de acordo com a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar, existem dois pólos de formação: Maceió e Arapiraca. Em Santana do Ipanema, funciona o centro de formação para cursos complementares. ?Por exemplo, cursos que deveriam ter disciplinas com 20 horas/aula, não cumprem o que é exigido. Nestes cursos são ministradas aulas de técnicas de abordagem, noções de Direito, BP60 (técnica de manuseio de bastão) e prática de tiro, entre outras matérias. Na aula prática de tiro, por exemplo, deveriam ser usados vários tipos de armas. Mas nós só treinamos com revólver 38 e só disparamos seis tiros. Não dá para ter um conhecimento prático desta forma?, disse soldado José Soares, presidente interino da entidade que representa os soldados e cabos em Alagoas. DJ /// Valdir Pereira tinha 22 anos e entrou na PM em 2006; sua morte abalou a corporação. Foto: reprodução

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