Cidades
M�e relata drama de alagoana na Europa
Maria José da Silva nunca gostou da idéia da filha mais velha, Luciene Maria da Silva, mãe de sua única neta, ir trabalhar na Europa. Tímida, ela diz que nunca perguntou se o negócio era prostituição. Sabia que a filha dançava e às vezes posava como modelo fotográfico. Seus pedidos para que ela esquecesse o projeto, não foram suficientes para Luciene abandonar a vontade de passar três meses na Espanha, juntar um dinheirinho, e voltar para terminar a casa que começou a construir para a família no Conjunto Graciliano Ramos. Luciene partiu no dia 11 de junho de 2007. Antes, realizou trabalhos temporários em Teresina, no Piauí. Recebeu o número de telefone de um homem, cuja mãe, Maria José, não sabe de quem se trata. ### Estado pode estar na rota do tráfico Sem se identificar, uma alagoana que atua no mercado de boates na Espanha conversou com a Gazeta sobre os riscos que muita gente corre ao deixar o próprio País para aventurar uma vida no exterior, alimentada por promessas de dinheiro fácil. A entrevistada, chamada nesta reportagem de ?Lívia?, estava em Alagoas preparando a documentação para retornar a Europa. Desde 1997 ela trabalha na Espanha, onde já viu muita mulher sofrer. ?É preciso ter muita cabeça. Eu não conheci esta moça, chamada Luciene. O que pode ter acontecido com ela, que é muito comum nas casas de show, é o endividamento pelo uso de drogas, como a cocaína?. Lívia acredita ser raro os estabelecimentos prenderem as dançarinas. ?Eu, pelo menos, não conheço nenhum local onde apreendam os passaportes?. ///