Cidades
Casos de pedofilia assustam alagoanos
Casos de pedofilia erótica, definida como a perversão sexual que visa a criança, estão acontecendo em Alagoas e têm a internet como caminho. É crescente o número de queixas que chegam ao Ministério Público Estadual tanto de pedofilia (definida como ?desejo forte e repetido de práticas sexuais e de fantasias sexuais com crianças pré-púberes?) quanto de estupros e abuso sexual. Estes últimos definidos como crimes. As estatísticas do Disque 100, um telefone para denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes, registram entre 18 e 25 queixas a cada semana em Alagoas. Um exemplo dessa violência é o processo, em andamento na Justiça alagoana, em que um homem de 20 anos, já identificado, é acusado de estuprar uma menina com idade inferior a12 anos de idade. ### Desatenção de pais facilita abuso O caso da menina de 12 anos, estuprada por um homem de 20 anos, que a seduzira utilizando a internet, chegou ao Ministério Público Estadual que adotou as providências legais. O abusador foi identificado e responderá as acusações numa ação penal já impetrada pelo MP. Situações como essa, absolutamente verídicas, podem acontecer em qualquer família. O risco está na ausência e desatenção dos pais. ?A família deve estar unida e os pais atentos?, alerta a promotora de Justiça Marília Cerqueira Lima, do Ministério Público Estadual. Integrante da Promotoria de Justiça Coletiva Criminal de Atribuição Não Privativa ela afirma que a internet pode representar uma ameaça para crianças e adolescentes se estes não forem orientados sobre a exposição virtual de imagens e dados pessoais. ### Culto ao corpo é outro problema É inquestionável que as referências ao sexo estão sempre presentes nos programas da TV, em filmes, publicações e na internet. Isso pode, a princípio ?facilitar? a vida de pais que não encaram com naturalidade falar do assunto com os filhos. Entretanto, alertam os especialistas, os avanços e facilidades do mundo virtual, trazem também consequências negativas. A forma banal como o corpo aparece, o culto à aparência, a lascívia e sensualidade em excesso, acrescidas da gravidez precoce, são alguns dos problemas acerca dos quais os pais devem ter preocupação. ?Acho que a internet é um risco. Muitas vezes você nem sabe com quem está falando?, diz a adolescente Thaíse Medeiros Costa, de 16 anos, residente no bairro do Farol. ///