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F�runs guardam armas apreendidas

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Os armários da Justiça alagoana estão abarrotados de armas. Em sua maioria, são revólveres e pistolas apreendidos pela Polícia Militar, utilizados como prova no inquérito pela Polícia Civil e que foram parar nos fóruns para instruir as etapas do processo judicial. Nas salas apertadas destinadas aos juízes de Maceió, um verdadeiro arsenal é guardado de forma inadequada, disputando espaço com a papelada em estantes simples, dessas usadas em repartições escolares, cuja insegurança assusta quem por lá trabalha. A Gazeta visitou algumas varas criminais do Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro. Ninguém sabe precisar quantas armas existem no prédio. ### Burocracia dificulta reaproveitamento O secretário de Estado da Defesa Social, Paulo Rubim, reconhece a necessidade de adquirir mais armas para a corporação da Polícia Militar. ?Temos dificuldade de ter armas para todo policial?, afirma, dizendo que dinheiro não é o problema. ?A burocracia é grande. Estamos em processo de compra?, explicou, ao falar das armas que o governo do Paraná ofereceu, em maio passado, aos demais Estados brasileiros, depois de adquirir armamento mais moderno. ?Já demonstramos interesse. Pedimos duas mil armas, mas eles só sinalizaram com mil. Estamos aguardando?. Sobre o reaproveitamento das armas acumuladas nas varas criminais de Alagoas, o secretário ?acha ótimo?. Mas ele explica que o processo não é rápido. ### Armas ficam em lugares de fácil acesso Quem trabalha nas varas criminais da capital e do interior de Alagoas, trabalha preocupado. Uma jovem funcionária de uma das varas do Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro, pediu anonimato para falar sobre o receio de manusear as armas no escritório. ?Temos um armário cheio de revólveres. Quem manuseia é a gente, mesmo sem nenhuma experiência?, disse ela, retirando dois revólveres de um embrulho de papel, preso apenas com grampos. ?Deveria ter alguém especializado?, sugere a funcionária. Em outra vara, Roberto Oliveira, 40 anos de idade e 11 trabalhando nas áreas de segurança pública e jurídica, apresenta uma caixa de papelão praticamente cheia de armas, cerca de duzentas. A caixa fica na sala de audiências, ou seja, adorna o ambiente em que juiz, criminosos e testemunhas se reunem com freqüência. ///

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