Cidades
PM tenta negociar retirada pac�fica de invasores do PAR
O impasse entre as famílias que ocupam as 496 casas do conjunto Ernesto Maranhão e a Caixa Econômica Federal (CEF) continua. O fim do prazo da saída espontânea determinado pelo juiz da 3º Vara Federal, Paulo Cordeiro, acabou na última quarta-feira, mas as famílias permanecem lutando em defesa dos imóveis. Ontem, o Centro de Gerenciamento de Crises da Polícia Militar (PM) iniciou a primeira rodada de negociações com uma comissão dos moradores, para evitar uma ação truculenta do Batalhão de Operações Especiais (Bope), em cumprimento à decisão judicial. O objetivo do encontro foi buscar meios para que todos possam deixar os imóveis, mas sem serem constrangidos ou submetidos a alguma ?tragédia anunciada?. Segundo o coronel Robson Gomes, até o último instante o esforço é para que a determinação da Justiça seja cumprida sem tumultos. ### Ocupantes afirmam não ter onde morar Ontem, durante o encontro com a Polícia Militar (PM), os ocupantes tomaram conhecimento que o secretário de Infra-estrutura, Marco Fireman, teria uma reunião com o juiz Paulo Cordeiro. Diante desse fato, eles optaram por aguardar até hoje para saber qual posição será tomada. A comissão de moradores volta a se reunir na sede do Centro de Gerenciamento de Crises. Enquanto a situação não se define, os sindicalistas revelaram um outro drama. Com a certeza de que entrariam na luta para conseguir uma moradia, a maioria dos ocupantes suspendeu os contratos de aluguel que mantinha. Agora, eles vivem sob a tensão de retornar para as áreas de risco e até de não encontrar novas habitações. ///