Cidades
Simula��o de acidente fecha aeroporto
A comunidade aeroportuária que trabalha no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, em Rio Largo, realizou, na manhã de ontem, a simulação de um acidente aéreo. Depois de uma semana com aulas teóricas e palestras, 85 envolvidos no treinamento foram para a pista praticar o salvamento simulado. Durante o treinamento, eles tiveram que atender vítimas de um acidente provocado por um jato, que deixou 15 passageiros gravemente feridos e uma vítima fatal. Para dar o clima do que seria um acidente de verdade, foram colocados vários feridos e uma coluna de fogo gigantesca produziu um ?cogumelo? de fumaça preta, com quase 40 metros de altura. O calor era intenso. O objetivo era criar condições similares às chamas de uma aeronave de grande porte, como as que pousam diariamente na capital alagoana. ### IMA alerta para impacto ambiental Em meio à dedicação dos voluntários e à participação da equipe de resgate, pelo menos uma falha foi notada: a falta de cuidado com o impacto ambiental da simulação. Toda a movimentação foi observada por dois técnicos do Instituto do Meio Ambiente (IMA). Eles perceberam que o combustível lançado nas valas do solo e o resultado da combustão deixaram marcas no meio ambiente. Segundo o biólogo Antônio Barros, o IMA só foi convidado para assistir à simulação, mas não participou do curso. ?Nós vamos fazer um relatório onde apontaremos detalhes sobre a presença do combustível no solo e sua ação na atmosfera?, observou Antônio. ### Em 2007, avião caiu em Rio Largo O último acidente aéreo registrado em Alagoas ocorreu no ano passado, no dia 26 de julho de 2007. Ele foi provocado pelo mau tempo e vitimou o piloto comercial Omar Kaiann. Ele pilotava uma avião Sêneca 2, de prefixo PT-Rex, e fazia uma aproximação para pouso no Aeroporto Zumbi dos Palmares. O avião caiu depois de tocar nos fios de alta tensão da Chesf. A aeronave explodiu e o piloto morreu carbonizado. Após perder o controle do avião, ele chocou-se com uma árvore e acabou tendo parte da cabeça decepada. /// Em exercício, bombeiros tiveram que apagar coluna de fogo. Foto: Gilberto Farias